OMS manifesta preocupação com avanço da epidemia de ebola na República Democrática do Congo

O Ministério da Saúde congolês informou que o país registra 131 mortes e 513 casos suspeitos.

Publicado em 20 de maio de 2026

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou nesta quarta-feira (20) estar “profundamente preocupado” com o avanço da epidemia de ebola na República Democrática do Congo. O alerta foi feito após a divulgação de novos números pelo Ministério da Saúde congolês, que apontam 131 mortes e 513 casos suspeitos da doença.

Segundo as autoridades locais, o surto se concentra principalmente em regiões do nordeste do país, onde equipes médicas enfrentam dificuldades para ampliar o atendimento devido à precariedade da infraestrutura e aos conflitos armados que atingem algumas áreas. O governo informou ainda que dezenas de pacientes seguem em observação enquanto exames laboratoriais são realizados para confirmar os diagnósticos.

A OMS afirmou que acompanha a situação “hora a hora” e reforçou o envio de profissionais especializados, equipamentos de proteção e doses de vacinas para conter a disseminação do vírus. Em comunicado, Tedros destacou que a resposta rápida será essencial para evitar que a epidemia ultrapasse as fronteiras congolesas e atinja países vizinhos.

O vírus ebola provoca febre hemorrágica grave e possui alta taxa de mortalidade. Os sintomas incluem febre intensa, dores musculares, fadiga, vômitos e hemorragias internas e externas. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou superfícies contaminadas.

Especialistas alertam que surtos anteriores no Congo demonstraram a capacidade de rápida propagação da doença em áreas com sistema de saúde fragilizado. A comunidade internacional já mobiliza recursos humanitários para auxiliar no combate à epidemia.

O Ministério da Saúde congolês orientou a população a evitar contato com pessoas contaminadas, procurar atendimento médico ao apresentar sintomas e colaborar com as equipes de rastreamento de contatos. Autoridades sanitárias também intensificaram campanhas de conscientização nas comunidades afetadas.

A OMS informou que continuará monitorando a evolução do surto e não descarta ampliar o nível de alerta internacional caso o número de casos continue crescendo.

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