Organização Gun Violence Archive registrou sete tiroteios em massa no Dia da Independência; celebrações foram marcadas por episódios de violência em diversas cidades.

Publicado em: 5 de julho de 2026
O feriado da Independência dos Estados Unidos, celebrado em 4 de julho, foi novamente marcado por uma onda de violência armada. De acordo com a organização Gun Violence Archive (GVA), ao menos sete tiroteios em massa foram registrados em diferentes estados norte-americanos ao longo do dia, contribuindo para um saldo superior a 30 mortos e dezenas de feridos.
Os episódios ocorreram durante festas populares, eventos comunitários, reuniões familiares e celebrações com queima de fogos, reforçando uma realidade recorrente no país: o aumento da violência armada em datas comemorativas que reúnem grandes multidões.
Entre os casos que mais chamaram a atenção está o ocorrido em Coney Island, no bairro do Brooklyn, em Nova York, onde um tiroteio durante as festividades deixou oito pessoas feridas, incluindo quatro crianças. As vítimas foram socorridas para hospitais da região, sendo que uma mulher permaneceu em estado crítico. A polícia recuperou uma arma no local e segue investigando a autoria e a motivação do ataque.
As autoridades também registraram ocorrências fatais em outros estados, incluindo confrontos em festas, estacionamentos, bairros residenciais e áreas de lazer. Em vários casos, os atiradores fugiram antes da chegada da polícia, enquanto as investigações prosseguem para identificar suspeitos e esclarecer as circunstâncias dos crimes.
Segundo o Gun Violence Archive, um tiroteio em massa é caracterizado quando quatro ou mais pessoas são baleadas, excluindo o autor do ataque. A entidade monitora diariamente episódios de violência armada em todo o território norte-americano e aponta que o número de ocorrências permanece elevado ao longo de 2026.
Especialistas em segurança pública observam que feriados nacionais, como o Dia da Independência, costumam apresentar aumento significativo de ocorrências devido à concentração de pessoas em eventos públicos, consumo de álcool e facilidade de acesso a armas de fogo.
A sucessão de ataques reacendeu o debate sobre a política de controle de armas nos Estados Unidos. Enquanto defensores de regras mais rígidas cobram medidas urgentes para reduzir a circulação de armamentos, grupos favoráveis ao direito de posse continuam defendendo a manutenção das garantias previstas na Constituição americana.
As investigações sobre os diversos ataques seguem em andamento, e as autoridades ainda trabalham para atualizar o número oficial de vítimas e identificar todos os responsáveis pelos crimes.

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