POÇO BENTO, EM MAGÉ, SERÁ TRANSFORMADO EM SANTUÁRIO DA DIOCESE DE PETRÓPOLIS

Anúncio foi feito pelo bispo Dom Joel Portella Amado durante missa no local, reforçando a importância histórica, religiosa e cultural do espaço para a Baixada Fluminense.

Publicado em 15 de julho de 2026

O Poço Bento Padre José de Anchieta, um dos mais importantes locais de devoção religiosa da Baixada Fluminense, passará a ser oficialmente um santuário da Diocese de Petrópolis. O anúncio foi feito no último domingo (12) pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, durante uma missa celebrada no próprio local, em Magé.

Em sua mensagem aos fiéis, o bispo destacou a relevância espiritual do espaço e confirmou que o reconhecimento já passou pelas instâncias oficiais da Diocese.

“Quero compartilhar com vocês que este local aqui, que até hoje é um local de muito carinho e de muita possibilidade, agora se torna um santuário oficial da Diocese de Petrópolis. Passando pelas instâncias oficiais da Diocese, aqui se torna o santuário da Baixada Fluminense”, afirmou Dom Joel.

A decisão representa um marco para a Igreja Católica na região e fortalece o Poço Bento como um dos principais destinos de fé, peregrinação e turismo religioso do estado do Rio de Janeiro.

Um local marcado pela história de São José de Anchieta

O Poço Bento está localizado nas proximidades do Porto Velho da Piedade e da Capela de Sant’Ana, às margens da Estrada da Piedade, em Magé.

Segundo a tradição católica, o local está diretamente ligado à passagem de São José de Anchieta pela região, em meados do século XVI.

Na época, os moradores enfrentavam uma grave escassez de água potável. A água disponível era salobra e contribuía para a propagação de doenças e epidemias.

Conta a tradição que Anchieta, sensibilizado com o sofrimento da população, perfurou o solo com seu cajado durante um período de forte seca. Do local teria brotado uma fonte de água pura e cristalina, suficiente para abastecer a comunidade.

O episódio passou a ser considerado um milagre pelos fiéis e deu origem ao nome “Poço Bento”, transformando o espaço em símbolo de esperança e renovação da fé.

Destino de peregrinações há séculos

Ao longo dos séculos, o Poço Bento tornou-se um importante centro de peregrinação religiosa. Todos os anos, milhares de devotos visitam o local para momentos de oração, agradecimento e pedidos de graças, além de buscar a água considerada abençoada.

Com a elevação à categoria de santuário diocesano, a expectativa é de que o número de peregrinos aumente significativamente, impulsionando também o turismo religioso em Magé e em toda a Baixada Fluminense.

Além da importância espiritual, o reconhecimento fortalece a preservação do patrimônio histórico e cultural ligado à presença dos jesuítas no município.

O que muda com o reconhecimento

A criação do Santuário da Baixada Fluminense permitirá uma organização pastoral mais ampla, com a realização de celebrações especiais, romarias, eventos religiosos e ações permanentes de evangelização.

O novo status também reforça o compromisso da Diocese de Petrópolis com a conservação do espaço, que passa a integrar oficialmente o conjunto de locais de especial devoção da Igreja Católica na região.

Para os fiéis, o reconhecimento representa a valorização de um dos mais antigos símbolos da religiosidade fluminense e da memória de São José de Anchieta, cuja atuação foi fundamental para a evangelização e formação das primeiras comunidades do Brasil.

A transformação do Poço Bento em santuário marca um novo capítulo na história de Magé, consolidando o município como um importante polo de turismo religioso e preservando uma tradição de fé que atravessa mais de quatro séculos.

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