Presidente reagiu à classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas pelo governo norte-americano.

Publicado em 30 de maio de 2026
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira (29) que o Brasil não aceitará ser tratado como uma “republiqueta” pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante uma agenda oficial em Sergipe, após o governo norte-americano anunciar a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como entidades terroristas.
Durante o discurso, Lula defendeu a soberania nacional e destacou que o combate ao crime organizado deve ser conduzido pelas instituições brasileiras.
“Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta”, declarou o presidente.
Segundo Lula, o Brasil possui mecanismos próprios para enfrentar as organizações criminosas e mantém cooperação internacional na área de segurança, mas sem abrir mão da autonomia das autoridades nacionais.
A decisão dos Estados Unidos inclui as duas maiores facções criminosas do país em uma lista de organizações consideradas terroristas, o que permite ao governo norte-americano ampliar medidas de investigação, sanções financeiras e restrições contra pessoas e grupos ligados às organizações.
A medida provocou repercussão entre autoridades e especialistas em segurança pública, reacendendo o debate sobre o enquadramento jurídico das facções criminosas. Pela legislação brasileira, organizações criminosas e grupos terroristas possuem definições distintas.
Apesar das críticas à decisão, Lula ressaltou a importância da relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos e afirmou que o respeito à soberania nacional deve orientar qualquer cooperação entre os dois países.

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