Medida preventiva foi adotada após registro de 42 casos considerados graves; autoridades investigam possível relação com a vacina.

Publicado em 9 de junho de 2026
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da estratégia de vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada de forma preventiva após o registro de 42 casos de reações adversas severas identificadas pelo sistema nacional de vigilância pós-vacinação.
De acordo com o governo federal, cerca de 500 mil doses já haviam sido aplicadas quando os eventos começaram a ser analisados. Entre os casos monitorados, três foram classificados como graves e, destes, dois evoluíram para óbito. Até o momento, porém, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmam que ainda não há comprovação de relação direta entre os casos e o imunizante.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a interrupção segue protocolos internacionais de farmacovigilância e tem como objetivo aprofundar as investigações antes da retomada da campanha. A medida também foi acordada em conjunto com a Anvisa e com o Instituto Butantan.
Os sinais observados nos casos investigados incluem sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e episódios de sangramento — manifestações consideradas incompatíveis com o perfil esperado nos estudos clínicos que embasaram a aprovação da vacina.
A vacinação com a Butantan-DV havia começado em janeiro deste ano como parte de uma estratégia piloto em municípios selecionados, incluindo cidades de São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Tocantins, com foco em profissionais da atenção primária e pessoas entre 15 e 49 anos.
Em nota, o Instituto Butantan informou que seguirá colaborando com as autoridades sanitárias e reforçou que os estudos clínicos anteriores apontaram eficácia e perfil de segurança considerados positivos para aprovação regulatória.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas recentemente permaneçam atentas a sintomas persistentes e procurem atendimento médico em caso de sinais de alerta. A recomendação oficial é aguardar novas orientações até a conclusão das investigações.

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