Cláudio Castro desiste de disputar o Senado após desgaste político e avanço de investigações

A saída de Castro representa uma das principais reviravoltas do cenário político fluminense em 2026.

Publicado em 29 de maio de 2026

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decidiu não disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (28) ao presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, em meio ao aumento da pressão política e ao avanço de investigações que envolvem seu nome.

A desistência ocorre após uma série de novas denúncias relacionadas à relação do ex-governador com o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Conversas reveladas pela Polícia Federal e informações obtidas durante investigações passaram a gerar forte desgaste dentro do partido e entre aliados políticos.

Castro havia sido anunciado pelo PL, em fevereiro, como pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro e chegou a liderar pesquisas internas divulgadas em março. A estratégia da legenda era montar uma chapa forte ao lado do senador Flávio Bolsonaro, considerado uma das principais apostas do partido para a disputa nacional.

Nos bastidores, entretanto, dirigentes do PL avaliavam que o agravamento das investigações da Polícia Federal e a repercussão negativa das denúncias tornaram politicamente inviável a manutenção da candidatura. O receio era que os desdobramentos do caso contaminassem outros projetos eleitorais da legenda no estado.

Além das suspeitas envolvendo o Banco Master, Castro também enfrenta questionamentos na Justiça Eleitoral. O ex-governador foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um processo relacionado às eleições de 2022, embora ainda buscasse reverter a situação judicialmente.

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Cláudio Castro afirmou que a decisão foi tomada para que possa se dedicar integralmente à própria defesa. Segundo ele, as acusações serão esclarecidas e a saída da disputa não representa o fim de sua trajetória política.

A desistência abre uma disputa interna no PL pela vaga que seria ocupada pelo ex-governador. Entre os nomes cogitados para substituir Castro na chapa estão os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, além do senador Carlos Portinho.

A saída de Castro representa uma das principais reviravoltas do cenário político fluminense em 2026 e reforça os impactos das investigações sobre o chamado caso Banco Master, que continua sendo acompanhado por autoridades federais e pela cúpula dos partidos envolvidos.

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