Julgamento de Jairinho e Monique é retomado no Rio

Sessão no Tribunal do Júri reacende a atenção sobre um dos casos criminais de maior repercussão no país desde 2021.

Publicado em 25 de maio de 2026

A Justiça do Rio de Janeiro retoma nesta segunda-feira (25) o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos. O caso, que chocou o país pela brutalidade e repercussão nacional, volta a ser analisado no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio.

A sessão será presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro e deve reunir defesa, acusação, testemunhas e familiares da vítima em mais uma etapa decisiva do processo.

Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, após dar entrada em estado grave em um hospital da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. As investigações da Polícia Civil apontaram que a criança apresentava múltiplas lesões pelo corpo, compatíveis com agressões sofridas ao longo de dias.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Jairinho é apontado como o responsável direto pelas agressões que levaram à morte do menino. Já Monique Medeiros, mãe da criança, responde por participação no crime e omissão. Ambos negam as acusações.

O caso ganhou enorme repercussão nacional após a divulgação de laudos periciais, depoimentos e imagens de câmeras de segurança que passaram a integrar o inquérito policial. Desde então, o processo teve diversas etapas, incluindo recursos apresentados pelas defesas e audiências de instrução.

Durante o julgamento, os jurados deverão analisar provas técnicas, depoimentos de testemunhas e os argumentos apresentados pelo Ministério Público e pelos advogados dos réus. A expectativa é de que a sessão seja longa e marcada por forte comoção.

A morte de Henry também impulsionou debates sobre violência infantil e proteção de crianças em situação de vulnerabilidade. Em 2022, foi sancionada a chamada Lei Henry Borel, que criou mecanismos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes.

Familiares de Henry acompanham o reinício do julgamento e voltaram a pedir justiça. O pai do menino, Leniel Borel, tornou-se uma das principais vozes em defesa de políticas públicas de combate aos maus-tratos infantis no país.

A retomada do julgamento reacende a atenção pública sobre um dos casos criminais mais emblemáticos dos últimos anos no Brasil.

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