TSE declara inelegibilidade de Cláudio Castro por abuso de poder nas eleições de 2022

Decisão do Tribunal Superior Eleitoral aponta uso indevido de programas públicos e da estrutura do governo do Rio para favorecer campanha.

Publicado em: 25 de março de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou, na noite de terça-feira (24), a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A decisão foi tomada pela maioria do plenário da Corte, que concluiu que houve uso indevido da estrutura do governo estadual para beneficiar a campanha de reeleição.

Julgamento e decisão do TSE

O julgamento terminou com placar de 5 votos a 2 pela condenação. Os ministros entenderam que houve irregularidades envolvendo programas públicos e contratações temporárias ligadas à Fundação Ceperj e à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que teriam sido utilizadas para favorecer a campanha eleitoral.

Segundo a acusação do Ministério Público Eleitoral, a descentralização de recursos e a contratação de milhares de pessoas sem amparo legal teriam garantido vantagem eleitoral ao então governador durante o pleito de 2022.

Com a decisão, Castro foi condenado à inelegibilidade por oito anos, contados a partir da eleição de 2022, o que o impede de disputar cargos públicos até 2030.

Renúncia e impacto político

A decisão ocorre um dia após Cláudio Castro ter renunciado ao governo do estado. A saída foi anunciada na segunda-feira (23) e ocorreu às vésperas da retomada do julgamento no TSE, em meio à intenção declarada do político de disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.

Com a renúncia e a posterior condenação, o cenário político do Rio de Janeiro mudou rapidamente. A vacância no governo estadual abriu caminho para a realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para escolha de um governador tampão até o fim do mandato.

Após a decisão, a defesa do ex-governador informou que pretende recorrer da condenação. Mesmo com recursos, especialistas apontam que a inelegibilidade pode impactar diretamente o registro de candidatura e eventual participação nas próximas eleições, caso a decisão seja mantida pela Justiça Eleitoral.

Além disso, verifique

Auditoria geral e freio nos gastos: governo do RJ inicia revisão nas contas públicas

Decreto do governador interino Ricardo Couto cria força-tarefa para analisar despesas, contratos e estrutura administrativa …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *