São cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva.

Publicado em 25 de março de 2026
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes bancárias que podem ter causado prejuízo estimado em cerca de R$ 500 milhões contra a Caixa Econômica Federal. A ação cumpre mandados de busca e apreensão e tem como um dos alvos o empresário Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor.
Segundo as investigações, o esquema envolvia práticas como estelionato, fraude financeira e lavagem de dinheiro, com atuação articulada para obter recursos de forma irregular a partir de operações ligadas ao sistema bancário. A apuração indica que integrantes de uma organização criminosa — incluindo pessoas ligadas ao crime organizado — teriam participação na estrutura que viabilizava as fraudes.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa, além de Rafael Góis, também está entre os investigados o ex-sócio do Grupo Fictor, Luiz Rubini. Os agentes federais buscam documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema e identificar todos os envolvidos.
A investigação faz parte de um conjunto de apurações sobre irregularidades financeiras envolvendo empresas e instituições ligadas ao mercado de crédito. O Grupo Fictor já vinha sendo citado em investigações e disputas judiciais relacionadas a indícios de fraude e problemas na gestão de recursos captados de investidores, o que levou inclusive a medidas judiciais e bloqueio de bens de sócios em decisões recentes da Justiça.
Ainda conforme a Polícia Federal, o objetivo da operação é interromper a atuação do grupo, rastrear o fluxo do dinheiro e responsabilizar criminalmente os suspeitos. Até o momento, as autoridades não divulgaram se houve prisões na fase inicial da ação. As investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas.

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