RODOVIÁRIOS REJEITAM REAJUSTE DE 4,5% E MANTÊM ESTADO DE GREVE NO RIO

Categoria recusou reajuste de 4,5% oferecido pelas empresas de ônibus e aguarda nova rodada de negociação no Tribunal Regional do Trabalho.

Publicado em 08 de julho de 2026

O Sindicato dos Rodoviários do Município do Rio de Janeiro rejeitou, em assembleia realizada nesta terça-feira (7), a proposta de reajuste salarial de 4,5% apresentada pelo sindicato das empresas de ônibus, o Rio Ônibus. Com a decisão, a categoria optou por manter o estado de greve, embora os trabalhadores continuem exercendo suas atividades normalmente enquanto as negociações seguem em andamento.

A deliberação foi tomada após a avaliação da proposta apresentada pelos empresários, considerada insuficiente pelos rodoviários diante das reivindicações da categoria. Entre os principais pleitos estão um reajuste salarial superior ao índice oferecido, melhorias nos benefícios e avanços nas condições de trabalho.

Apesar da manutenção do estado de greve, uma paralisação imediata está descartada neste momento. Isso porque uma nova audiência de conciliação está marcada para esta quarta-feira (8), às 11h, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde representantes dos trabalhadores e das empresas voltarão a discutir uma possível solução para o impasse.

A greve que estava prevista anteriormente foi suspensa no último dia 2 de julho justamente para possibilitar o avanço das negociações mediadas pela Justiça do Trabalho. Com isso, os ônibus seguem circulando normalmente na capital fluminense até que haja uma definição sobre o conflito trabalhista.

O estado de greve funciona como um alerta de que a categoria permanece mobilizada e pode deflagrar uma paralisação caso as negociações não avancem ou não haja uma proposta considerada satisfatória pelos trabalhadores.

A expectativa agora é que a audiência desta quarta-feira possa aproximar as partes e evitar impactos no transporte público da cidade, que atende milhões de passageiros diariamente. Caso não haja acordo, o movimento sindical poderá convocar uma nova assembleia para definir os próximos passos da mobilização.

Enquanto isso, passageiros devem acompanhar os desdobramentos das negociações, já que uma eventual greve poderá afetar significativamente a circulação dos ônibus e a rotina de deslocamento na capital fluminense.

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