Operações integradas entre Prefeitura de Magé, Polícia Ambiental e órgãos estaduais utilizam tecnologia de monitoramento, fiscalização e denúncias anônimas para combater a extração irregular de barro e o desmatamento no município.

Publicado em 16 de maio de 2026
Após a Operação Balão, acontecida na tarde de sexta-feira em Santo Aleixo, onde um flagrante de crime ambiental foi registado, a RedeTV+, em contato com o secretário de Meio Ambiente de Magé, Carlos Henrique Rios Lemos, foi possível evidenciar a preocupação e atenção da secretaria em combate as ações criminosas no município.
A Prefeitura de Magé vem ampliando as ações de fiscalização ambiental no município com o objetivo de conter crimes ambientais ligados à extração irregular de barro, desmatamento e movimentação clandestina de terra. As operações integradas são coordenadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com o Comando de Polícia Ambiental (CPAm), contando ainda com apoio estratégico do Governo do Estado.
A atuação conjunta tem sido considerada fundamental para reduzir os impactos ambientais provocados pela exploração ilegal de recursos minerais em diferentes regiões da cidade. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Henrique Rios Lemos, o município mantém atenção permanente diante da recorrência de crimes ambientais registrados em diversos distritos de Magé.
De acordo com o secretário, o trabalho de monitoramento tecnológico é hoje uma das principais ferramentas no combate às irregularidades. As operações utilizam o programa “Olho no Verde”, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) em conjunto com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O sistema emite alertas automáticos de desmatamento e movimentação de terra, permitindo respostas rápidas das equipes de fiscalização.

As ações recentes resultaram em novos flagrantes de extração ilegal de barro no município. Agentes da 1ª Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm/Pedra Branca) identificaram áreas degradadas de até 2 mil metros quadrados em encostas do bairro Jardim Nazareno, onde havia atividade mineral clandestina.
Durante as incursões táticas, também foram apreendidas escavadeiras hidráulicas e retroescavadeiras utilizadas na prática criminosa. Em muitos casos, os operadores abandonam os maquinários ao perceberem a aproximação das equipes de fiscalização ambiental.
Além do Jardim Nazareno, bairros como Parque Samira e Parque dos Artistas aparecem entre os locais com maior incidência de lavra mineral irregular. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, ocorrências semelhantes têm sido registradas em praticamente todos os distritos do município, demonstrando a necessidade de ações contínuas e integradas.

Ainda segundo Carlos Henrique Rios Lemos, a tecnologia tem papel essencial nas operações, mas a participação da população também é considerada decisiva para ampliar a proteção ambiental no município.
“O apoio da população através das denúncias fortalece diretamente o trabalho de preservação ambiental e ajuda as autoridades a chegarem mais rapidamente aos locais onde os crimes estão acontecendo”, destacou o secretário.
As autoridades alertam que a extração irregular de barro provoca sérios danos ambientais, como destruição da vegetação nativa, erosão acelerada do solo e aumento do risco de deslizamentos em áreas de encosta. Além disso, a atividade impacta diretamente cursos d’água e áreas de preservação ambiental.
A exploração mineral sem licença ambiental do Inea e sem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) configura infração à Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. A prática também pode ser enquadrada como usurpação de patrimônio mineral da União.
A Prefeitura de Magé reforça que denúncias anônimas podem ser feitas pela população através do Linha Verde, do Disque Denúncia, pelo telefone 2253-1177. Em casos emergenciais, o contato deve ser realizado imediatamente pelo telefone 190 da Polícia Militar.
O município afirma que seguirá intensificando as operações ambientais em parceria com as forças estaduais e a Polícia Ambiental, buscando preservar áreas naturais, impedir novas degradações e responsabilizar os envolvidos nas atividades ilegais.

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