São 60 criminosos e 4 policiais, dois civis e dois do BOPE; essa é operação mais letal da história do Rio de Janeiro.

Uma megaoperação deflagrada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro no Complexo do Alemão, zona norte da capital, resultou em ao menos 64 mortes nesta terça-feira (28). De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia, entre as vítimas estão 60 criminosos, dois policiais civis e dois policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).
A ofensiva foi descrita pelas autoridades como uma das maiores e mais complexas ações já realizadas contra o crime organizado no estado. O objetivo, segundo a Polícia Civil, era desarticular células do Comando Vermelho responsáveis por ataques recentes, tráfico de armas e drogas e o uso de drones armados em confrontos com as forças de segurança.
Durante a incursão, houve intensa troca de tiros em diversas áreas do complexo. Moradores relataram pânico e longas horas de confinamento dentro de casa, enquanto helicópteros sobrevoavam a região e blindados se deslocavam pelas principais vias.
O governo estadual ainda não divulgou o número de presos ou de apreensões de armas e drogas. No entanto, a operação batizada de “Contenção” reacende o debate sobre o uso da força policial e o impacto das ações nas comunidades, que historicamente sofrem com a violência urbana.
Organizações de direitos humanos pedem investigação independente sobre as circunstâncias das mortes, enquanto o governo defende que a operação foi necessária diante do avanço das facções e do poder bélico dos criminosos.
A tragédia desta terça-feira coloca novamente o Complexo do Alemão no centro da crise da segurança pública fluminense uma ferida aberta que há décadas desafia o Estado e cobra um alto preço da população.

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