Programa “Brasil Soberano 3” prevê linhas de financiamento para fortalecer empresas exportadoras e reduzir os impactos das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos e da instabilidade internacional.

Publicado em: 23 de julho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (22) um pacote de R$ 18,5 bilhões em crédito destinado a empresas brasileiras prejudicadas pelas tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre determinados produtos nacionais e pelos efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. A iniciativa recebeu o nome de Brasil Soberano 3.
Segundo o governo federal, a medida busca preservar a competitividade das empresas brasileiras, manter empregos e garantir capital de giro para setores que enfrentam dificuldades decorrentes das mudanças no comércio internacional.
Como serão distribuídos os recursos
Do total anunciado, R$ 13,5 bilhões serão obtidos por meio de recursos remanescentes do programa Brasil Soberano 1, além de valores recuperados com renegociações de dívidas rurais.
Outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de linhas especiais de financiamento voltadas ao setor produtivo.
De acordo com o governo, os financiamentos deverão oferecer condições diferenciadas, com prazos mais longos e taxas competitivas, permitindo que empresas possam manter investimentos, reforçar o capital de giro e buscar novos mercados para exportação.
Objetivo do programa
A nova etapa do Brasil Soberano pretende minimizar os impactos provocados pelas recentes mudanças no cenário econômico mundial.
Entre os principais fatores estão:
- as tarifas adicionais de 25% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros;
- o aumento dos custos logísticos internacionais;
- a instabilidade provocada pelos conflitos no Oriente Médio;
- a volatilidade cambial e os efeitos sobre as cadeias globais de suprimentos.
Segundo o Palácio do Planalto, a intenção é oferecer instrumentos para que as empresas brasileiras mantenham sua capacidade de produção, preservem empregos e ampliem sua competitividade internacional.
Exportações sob pressão
Nos últimos meses, diversos segmentos da indústria e do agronegócio passaram a enfrentar dificuldades em razão das barreiras comerciais impostas ao Brasil. Setores exportadores alertam para aumento dos custos, redução da competitividade e possibilidade de queda nas vendas para o mercado norte-americano.
Ao mesmo tempo, a continuidade dos conflitos no Oriente Médio elevou os custos do transporte marítimo, pressionou preços internacionais e aumentou a insegurança nas operações comerciais globais.
Apoio ao setor produtivo
O governo afirma que o pacote integra uma estratégia mais ampla para fortalecer a economia brasileira diante das incertezas externas. A expectativa é de que os recursos ajudem empresas de diferentes portes a enfrentar o atual cenário internacional, preservando investimentos e contribuindo para a manutenção da atividade econômica.
Os detalhes sobre as linhas de crédito, critérios de acesso, setores prioritários e cronograma de contratação deverão ser divulgados pelos ministérios responsáveis e pelo BNDES nos próximos dias.

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