Ex-presidente é lembrado pela condução administrativa, equilíbrio político e medidas de transparência no Parlamento fluminense.

Publicado em 22 de julho de 2026
O nome do deputado estadual André Ceciliano (PT) voltou a ganhar destaque nas articulações políticas para a sucessão da Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Nos bastidores, parlamentares apontam o ex-presidente como um dos nomes mais preparados para reassumir o comando da Casa a partir de 2027.
Presidente da Alerj entre 2019 e 2022, após assumir interinamente o cargo em 2017, Ceciliano conduziu uma gestão marcada pelo equilíbrio financeiro, reorganização administrativa e fortalecimento da estrutura técnica do Parlamento. De acordo com a própria Assembleia, sua administração promoveu economia de recursos, revisão de contratos e devolveu bilhões de reais ao Tesouro Estadual.
Entre os principais avanços do período estão a criação da Assessoria Fiscal da Alerj, coordenada pelo economista Mauro Osório, além de estudos estratégicos desenvolvidos em parceria com a UFRJ e a UFRRJ, que passaram a subsidiar políticas públicas e o planejamento econômico do Estado. O próprio Ceciliano afirma que sua administração promoveu uma ampla reformulação na governança da Assembleia, destacando a economia anual de aproximadamente R$ 500 milhões, a realização de processos licitatórios com maior transparência e a adoção de mecanismos de controle administrativo. Essas medidas foram frequentemente apresentadas pelo então presidente como parte do processo de modernização institucional da Casa.
Reconhecido pelo perfil conciliador e pela capacidade de diálogo com diferentes correntes políticas, Ceciliano construiu consensos em momentos decisivos para o Legislativo fluminense. Com a possibilidade de uma nova configuração política no Governo do Estado em 2027, seu nome volta a ser considerado um dos mais fortes para liderar novamente a Assembleia Legislativa.

O Futuro e a Governabilidade
A liderança de Eduardo Paes nas pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado também fortalece as especulações em torno da sucessão da Presidência da Alerj. Com o apoio do PT à candidatura de Paes, em uma eventual vitória em 2026, poderá criar um ambiente político favorável ao retorno de André Ceciliano ao comando do Parlamento fluminense. Experiente articulador e figura de confiança em diferentes campos políticos, Ceciliano tende a reunir condições para construir uma maioria entre os deputados estaduais, caso o novo governo consolide uma base sólida na Assembleia. Vale ressaltar, contudo, que a escolha do presidente da Alerj depende exclusivamente da eleição interna realizada pelos próprios parlamentares.
Em jogo, os palanques presidenciais para Lula e Flávio Bolsonaro no Estado com 3º maior colégio eleitoral do Brasil. Paes ajudará o petista, e Ruas dará palanque a Flávio.

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