Categoria rejeita proposta de reajuste de 5% e mantém reivindicação de aumento salarial de 12%; jornada de trabalho segue como principal impasse nas negociações.

PUBLICADO EM: 16/07/2026
A audiência de conciliação entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus do município do Rio de Janeiro terminou sem acordo nesta quarta-feira (15). A reunião, realizada para tentar avançar nas negociações da campanha salarial da categoria, não resultou em consenso sobre os principais pontos da pauta de reivindicações.
Durante a audiência, o Rio Ônibus apresentou uma proposta de reajuste de 5% nos salários e na cesta básica, percentual que foi recusado pelos representantes dos trabalhadores. A categoria mantém a reivindicação de 12% de reajuste salarial, alegando que o índice é necessário para recompor as perdas provocadas pela inflação e garantir melhores condições de remuneração.
Além da questão salarial, outro ponto que permanece sem solução é a jornada de trabalho dos motoristas. Atualmente, os profissionais cumprem uma carga diária de 7 horas e 30 minutos. Segundo o sindicato, os últimos 30 minutos da jornada são descontados como intervalo para refeição, mas os trabalhadores afirmam que esse período é insuficiente para realizar uma alimentação adequada e descansar antes de retomar as atividades.
O sindicato também argumenta que, em muitos casos, as condições operacionais dificultam o aproveitamento efetivo desse intervalo, gerando desgaste físico e comprometendo a qualidade de vida dos motoristas.
Diante do impasse, o Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitou que as empresas apresentem uma proposta específica para solucionar a questão da jornada e do intervalo intrajornada, considerada um dos principais entraves para o avanço das negociações.
Sem entendimento entre as partes, novas rodadas de negociação deverão ser realizadas nos próximos dias. Enquanto isso, a categoria segue mobilizada e não descarta novas manifestações caso as reivindicações continuem sem atendimento.
A expectativa é que as próximas reuniões possam aproximar as propostas e evitar impactos no transporte coletivo da capital fluminense, utilizado diariamente por milhões de passageiros.

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