Fiocruz identifica crescimento de casos graves em cinco unidades da Federação.

Publicado em 8 de novembro de 2026
O número de casos de Covid-19 voltou a apresentar tendência de crescimento no Brasil, acendendo um alerta para as autoridades de saúde. O Rio de Janeiro está entre os estados que registraram aumento nas últimas semanas, segundo dados do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Apesar da elevação das infecções, o cenário epidemiológico nacional ainda é considerado de baixo risco. As autoridades não identificaram sinais de aumento da letalidade da doença, mas recomendam atenção, especialmente entre idosos, pessoas com comorbidades e outros grupos mais vulneráveis.
De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, o crescimento das notificações ocorre há seis semanas e atinge 19 estados, distribuídos pelas cinco regiões brasileiras. A tendência também foi identificada em diferentes faixas etárias, de crianças a idosos.
Até 4 de novembro, o Brasil havia contabilizado 118.851 notificações de síndrome gripal associadas à Covid-19 em 2026.
FIOCRUZ IDENTIFICA AUMENTO DE CASOS GRAVES
O boletim mais recente do sistema InfoGripe, divulgado pela Fiocruz em 5 de novembro, também identificou sinais de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo coronavírus em cinco unidades da Federação: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Apesar da tendência de aumento, a Fundação destaca que a incidência de casos graves de Covid-19 permanece em níveis muito baixos em grande parte dessas localidades.
O levantamento também mostra que outros vírus respiratórios continuam circulando no país, entre eles o rinovírus, o vírus sincicial respiratório e o influenza.
Nas quatro semanas epidemiológicas analisadas, o rinovírus respondeu por 50,1% dos resultados positivos entre os casos de SRAG, enquanto o coronavírus representou 8,5%.
IDOSOS EXIGEM MAIOR ATENÇÃO
Os dados epidemiológicos apontam que a população com 65 anos ou mais continua entre os grupos mais vulneráveis às complicações respiratórias graves.
Embora pessoas de diferentes idades possam contrair o coronavírus, idosos e indivíduos com doenças crônicas ou condições que comprometem o sistema imunológico apresentam maior possibilidade de desenvolver complicações.
Por isso, as autoridades de saúde recomendam que esses grupos mantenham a vacinação atualizada e procurem atendimento médico diante de sintomas persistentes ou agravamento do quadro respiratório.
VACINAÇÃO CONTINUA SENDO A PRINCIPAL PROTEÇÃO
A vacinação permanece como a principal estratégia para reduzir o risco de hospitalizações e mortes provocadas pela Covid-19.
A orientação do Ministério da Saúde é que pessoas pertencentes aos grupos prioritários verifiquem sua situação vacinal e procurem uma unidade de saúde para receber as doses recomendadas pelo calendário vigente.
Além da imunização, medidas como higienizar as mãos, manter ambientes ventilados, evitar contato próximo quando apresentar sintomas respiratórios e utilizar máscara em situações de maior risco ajudam a reduzir a transmissão.
MONITORAMENTO CONTINUA
Mesmo sem indicação de um cenário de emergência sanitária, o aumento das notificações reforça a necessidade de acompanhamento da circulação do coronavírus.
A Fiocruz e o Ministério da Saúde continuam monitorando os indicadores de infecção e hospitalização para identificar possíveis mudanças no comportamento da doença.
No Rio de Janeiro, a presença do estado entre as unidades da Federação com sinais de crescimento dos casos graves reforça a importância da vigilância epidemiológica e da manutenção das medidas de prevenção.
A recomendação das autoridades é evitar o relaxamento dos cuidados, principalmente entre os grupos mais vulneráveis, e manter a vacinação em dia.

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