Foragido do sistema penitenciário, Thalis Rosário Salles foi localizado pelo 34º BPM durante ação na região da Lagoa.

Publicado em 7 de novembro de 2026
Onze anos após um crime que marcou a história policial de Magé, um dos apontados como participantes do assassinato de Ivana Maria Marinho Sodré Leite, de 51 anos, foi novamente capturado. Thalis Rosário Salles, de 30 anos, conhecido como “Cachorrão” ou “Morceguinho”, foi localizado na manhã da última quarta-feira (4), na região da Lagoa, em Magé, após trabalho de inteligência do 34º BPM e informações encaminhadas pelo Disque Denúncia.
A prisão ocorreu na Rua Barão do Triunfo. Thalis estava foragido do sistema penitenciário desde agosto de 2026, quando não retornou de uma saída temporária autorizada pela Justiça.
Um crime que chocou Magé
Ivana era funcionária administrativa aposentada da 65ª DP e foi assassinada em outubro de 2015. Segundo as investigações da época, criminosos teriam simulado estar feridos e em fuga para convencer a vítima a abrir a porta de sua residência, na Rua Hilário José Cabral, no bairro Figueira.
Ao atender ao pedido de socorro, Ivana acabou sendo levada pelos criminosos. Seu corpo foi encontrado posteriormente dentro de seu próprio veículo, um Volkswagen Gol, no bairro Saco, com marcas de disparos de arma de fogo.
A principal linha de investigação apontou que o assassinato teria sido motivado pela atuação profissional da servidora na delegacia. Em abril de 2016, o Portal dos Procurados divulgou cartazes dos suspeitos e ofereceu recompensa por informações que levassem às prisões.
Nova captura e apreensões
Thalis já havia sido preso em 2016 e condenado a oito anos de reclusão por tráfico de drogas. Voltou a ser detido em 2021 e, em agosto de 2025, passou ao regime semiaberto. Após descumprir as condições da saída temporária em 2026, teve a recaptura determinada pela Vara de Execuções Penais.
Na operação mais recente, outro suspeito, de 17 anos, também foi apreendido. Os policiais recolheram um fuzil calibre 5.56, munições, carregadores, entorpecentes, rádio transmissor e dois celulares.
Os envolvidos e o material apreendido foram encaminhados à 65ª DP, onde foram realizados os procedimentos legais. Thalis permanece sob custódia da Justiça.
A ocorrência representa mais um desdobramento de um caso que, mesmo após mais de uma década, continua tendo repercussão na segurança pública de Magé.

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