Medida da Anvisa proíbe venda, após detecção de bactéria; mais de 374 mil garrafas de 500 ml foram distribuídas em quatro estados.

Publicado em: 03 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote específico da água mineral da marca Crystal após a identificação de contaminação bacteriana em amostras do produto. A medida atinge mais de 374 mil unidades de garrafas de 500 ml que foram distribuídas nos estados de Goiás, Distrito Federal, Tocantins e São Paulo.
Segundo a determinação do órgão regulador, o recolhimento se aplica exclusivamente ao lote LZ1 VAL 200127, produzido em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. Além do recolhimento, a Anvisa proibiu temporariamente a comercialização, distribuição e consumo das unidades pertencentes a esse lote.
De acordo com as análises realizadas, foi identificada a presença de bactéria em amostras coletadas durante o monitoramento sanitário. O órgão informou que a decisão tem caráter preventivo para proteger a saúde dos consumidores enquanto são concluídas as apurações sobre a origem da contaminação.
A orientação da Anvisa é para que consumidores verifiquem o número do lote impresso na embalagem antes do consumo. Quem possuir unidades pertencentes ao lote interditado deve interromper imediatamente o uso e buscar informações junto aos canais oficiais da fabricante sobre procedimentos de devolução ou substituição.
O recolhimento não se estende aos demais lotes da marca Crystal, que seguem autorizados para comercialização.
Especialistas destacam que, embora nem toda presença bacteriana represente necessariamente risco grave à saúde, alterações microbiológicas em água mineral exigem resposta imediata por se tratar de um produto destinado ao consumo direto.
A recomendação também vale para estabelecimentos comerciais e distribuidores, que devem retirar imediatamente o lote afetado de circulação e seguir as orientações das autoridades sanitárias.
A Anvisa informou que continuará acompanhando o caso e poderá adotar novas medidas conforme o avanço das investigações e dos laudos técnicos.

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