Casos de caxumba quase dobram no RJ em 2026

Segundo a secretaria, o aumento dos casos está diretamente ligado à redução da vacinação.

Publicado em 4 de maio de 2026

O estado do Rio de Janeiro registrou um aumento expressivo nos casos de Caxumba no primeiro trimestre de 2026. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, foram contabilizados 395 casos da doença entre janeiro e março deste ano, contra 210 no mesmo período de 2025 — um crescimento de quase 90%.

Segundo a SES, a maior parte das infecções foi registrada em crianças, grupo mais vulnerável quando não está com a vacinação em dia. A pasta reforça que a baixa cobertura vacinal é o principal fator por trás da alta nos casos, especialmente após a queda nos índices de imunização observada nos últimos anos.

A caxumba é uma doença viral contagiosa que afeta principalmente as glândulas salivares, causando inchaço e dor na região do pescoço e do rosto. A transmissão ocorre por meio de gotículas respiratórias, como saliva, tosse ou espirro, e também pelo contato direto com objetos contaminados.

Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, fadiga, dores musculares e o inchaço característico próximo às orelhas. Embora geralmente tenha evolução benigna, a doença pode causar complicações, como inflamação dos testículos (orquite), dos ovários e até meningite, em casos mais graves.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. A imunização contra a caxumba faz parte da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. O esquema vacinal prevê duas doses, sendo a primeira aplicada aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses.

A Secretaria de Saúde orienta pais e responsáveis a verificarem a caderneta de vacinação das crianças e procurarem uma unidade de saúde em caso de doses atrasadas. Além disso, a recomendação é evitar o contato com pessoas infectadas e manter hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência.

A SES também destaca a importância da vigilância epidemiológica e pede que unidades de saúde notifiquem rapidamente novos casos suspeitos, contribuindo para o controle da doença no estado.

Diante do cenário, autoridades reforçam que a conscientização da população e a adesão às campanhas de vacinação são fundamentais para conter o avanço da caxumba no Rio de Janeiro.

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