Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.

Publicado em 29 de junho de 2026
A Polícia Civil investiga a morte do trilheiro Caio Rocha Aguiar Azevedo, de 44 anos, que sofreu uma queda fatal durante uma trilha na Pedra do Macaco, localizada em São José do Imbassaí, distrito de Maricá. O acidente ocorreu, em uma das trilhas mais conhecidas da região.
De acordo com informações preliminares, Caio participava da atividade ao lado de um grupo de trilheiros e já havia alcançado o topo da formação rochosa quando decidiu seguir até um ponto mais elevado para registrar uma fotografia da paisagem. No momento em que retornava, ele teria escolhido um trajeto inadequado para a descida, perdeu o equilíbrio e caiu de uma altura estimada entre 150 e 200 metros, em uma área de mata fechada e de difícil acesso.
Resgate mobilizou bombeiros e helicóptero
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado por volta das 11h30 e mobilizou equipes dos quartéis de Maricá e Niterói. Devido ao terreno íngreme e à vegetação densa, os militares precisaram utilizar técnicas de rapel e contar com o apoio de uma aeronave para localizar e retirar a vítima.
Após várias horas de trabalho, os bombeiros conseguiram alcançar Caio, mas ele não resistiu aos graves ferimentos e teve o óbito constatado ainda no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
Polícia Civil apura o caso
O caso foi registrado na 82ª Delegacia de Polícia, que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. Segundo a Polícia Civil, diligências seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do acidente.
Apaixonado por trilhas e natureza
Morador de Araruama, Caio era conhecido entre praticantes de trilhas e esportes de aventura, compartilhando frequentemente registros de suas viagens e expedições nas redes sociais. Amigos e familiares prestaram homenagens destacando sua paixão pela natureza, pelo montanhismo e pelo espírito aventureiro.
A morte de Caio provocou grande comoção entre grupos de trilheiros da Região dos Lagos e da Região Metropolitana do Rio, reacendendo o debate sobre a importância de seguir rotas sinalizadas, respeitar os limites de segurança e adotar cuidados extras durante atividades em áreas de montanha, principalmente em locais com paredões e trechos de difícil acesso.

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