As condenações envolvem estupro de vulnerável e venda ou exposição à venda de material com cenas de sexo explícito envolvendo crianças ou adolescentes.

Publicado em 10 de maio de 2026
A Polícia Civil prendeu uma influenciadora digital e o ex-marido dela acusados de abusar sexualmente dos próprios filhos e comercializar vídeos das crianças para compradores no exterior. O caso, que chocou investigadores e moradores da região onde o casal vivia, já havia resultado na condenação dos dois a mais de 23 anos de prisão.
De acordo com as investigações, os crimes eram praticados de forma recorrente e registrados em vídeo pelos próprios acusados. O material era posteriormente compartilhado e vendido por meio de plataformas clandestinas na internet, alcançando usuários de outros países.
A operação que levou à prisão do casal foi realizada por agentes especializados em crimes contra crianças e adolescentes, com apoio de setores de inteligência da Polícia Civil. Os mandados foram cumpridos após novas provas confirmarem a continuidade da atuação criminosa, mesmo após o avanço do processo judicial.
Segundo os investigadores, os filhos do casal eram submetidos a situações de extrema violência psicológica e física. As autoridades também identificaram movimentações financeiras suspeitas ligadas à comercialização do conteúdo ilegal.
As crianças foram resgatadas e encaminhadas para acompanhamento psicológico e assistência social. O Conselho Tutelar acompanha o caso.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso, incluindo possíveis compradores e integrantes da rede de compartilhamento internacional de exploração infantil.
O caso reacende o alerta das autoridades sobre o crescimento dos crimes de exploração sexual infantil na internet. Especialistas destacam a importância de denúncias anônimas e do monitoramento de atividades suspeitas envolvendo menores nas redes sociais.
Denúncias de abuso e exploração infantil podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou diretamente às delegacias especializadas.

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