Investigação da Polícia Civil do Distrito Federal apura atuação de suspeitos que compartilhavam estratégias para atentados, mapas de prédios públicos e conteúdos de ódio em plataformas digitais.

Publicado em 4 de agosto de 2026
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma operação para desarticular um grupo suspeito de utilizar redes sociais para planejar ataques com explosivos, disseminar conteúdos extremistas e incentivar a prática de atos violentos durante o período eleitoral.
Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A ação é resultado de uma investigação que identificou a atuação coordenada de pessoas que utilizavam plataformas digitais para trocar informações sobre possíveis atentados e compartilhar materiais relacionados à violência.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados têm entre 19 e 31 anos. Durante o monitoramento, os agentes identificaram conversas em grupos fechados nas quais eram compartilhados mapas, plantas de prédios públicos, informações sobre segurança de locais estratégicos e orientações sobre o uso de explosivos.
Além do planejamento de possíveis ataques, os suspeitos também são investigados por disseminar discursos de ódio contra mulheres e por incentivar ideologias extremistas. Segundo os investigadores, o conteúdo divulgado tinha potencial para estimular a radicalização de novos integrantes e representar risco à segurança pública.
As buscas desta terça-feira têm como objetivo apreender computadores, celulares, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam fortalecer as investigações, além de identificar possíveis conexões entre os integrantes do grupo e outras organizações com atuação semelhante.
A Polícia Civil informou que a operação faz parte das ações permanentes de combate ao extremismo violento e aos crimes praticados no ambiente virtual. O material apreendido será submetido à perícia e poderá revelar a existência de novos envolvidos ou de outros planos criminosos.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados à associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao extremismo, divulgação de conteúdo de ódio e outros delitos que venham a ser identificados ao longo da investigação. A Polícia Civil destacou que as apurações continuam e não descarta novas fases da operação, caso surjam novas evidências.

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