Liderança religiosa e representantes quilombolas participaram de mesa temática.

Publicação: 4 de agosto de 2026
O Quilombo de Bongaba e o Ilê Asé Ogun Alakoro, representados pelo Babalorixá Pai Paulo de Ogun, marcaram presença na 78ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF). A participação ocorreu durante a Mesa de Saberes Ancestrais Indígenas e Quilombolas na Ciência, espaço dedicado ao diálogo entre o conhecimento tradicional e a produção científica.
Durante o encontro, Pai Paulo de Ogun compartilhou experiências e reflexões sobre a importância da preservação dos saberes ancestrais, destacando o papel das comunidades tradicionais na construção do conhecimento e na proteção do patrimônio histórico, cultural e ambiental brasileiro.

A mesa reuniu pesquisadores, representantes de povos originários, comunidades quilombolas, estudantes e integrantes da sociedade civil para discutir a valorização das diferentes formas de conhecimento e sua contribuição para a ciência contemporânea. O debate também abordou a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas ao reconhecimento das tradições culturais e da diversidade de saberes existentes no país.
Representando o Quilombo de Bongaba e o Ilê Asé Ogun Alakoro, Pai Paulo de Ogun ressaltou que os conhecimentos transmitidos entre gerações vão além das práticas religiosas, abrangendo áreas como a preservação ambiental, a medicina tradicional, a alimentação, a organização comunitária e a identidade cultural.
A participação na SBPC reforça o reconhecimento da relevância das comunidades quilombolas e dos povos de matriz africana na produção de conhecimento, evidenciando que a ciência também se fortalece quando dialoga com os saberes tradicionais, respeitando suas histórias, práticas e contribuições para a sociedade.
Considerado o maior evento científico da América Latina, a reunião anual da SBPC reúne pesquisadores, professores, estudantes e representantes de diversas instituições para promover debates sobre educação, ciência, tecnologia, inovação e inclusão social. Nesta edição, a presença de lideranças quilombolas e religiosas reafirmou a importância da pluralidade de conhecimentos na construção de uma ciência mais democrática, diversa e comprometida com a realidade brasileira.

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