Decisão ainda em fase recursal sobre infidelidade partidária foi explorada por opositores, mas não impede a candidatura de Carlos Russo a deputado estadual.

A tentativa de transformar uma decisão judicial relacionada à perda do mandato de vereador por suposta infidelidade partidária em um obstáculo à candidatura de Carlos Russo a deputado estadual pelo Democracia Cristã (DC) acabou tendo efeito contrário ao esperado por seus opositores.
A repercussão nas redes sociais de que o vereador estaria impedido de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ampliou a exposição de seu nome e acabou colocando novamente sua candidatura no centro do debate político de Araruama.

Em nota à imprensa, Russo afirmou que recebeu a decisão com tranquilidade e respeito à Justiça, ressaltando que o processo ainda não é definitivo e que serão apresentados os recursos cabíveis.
“Recebemos a decisão com tranquilidade e, acima de tudo, com muito respeito e confiança na Justiça. Trata-se de uma decisão relacionada exclusivamente à discussão sobre infidelidade partidária e à perda do nosso atual mandato de vereador. A decisão ainda não é definitiva e será objeto dos recursos cabíveis às instâncias superiores.”
Segundo os advogados, começaram a circular informações questionando a possibilidade de Russo concorrer ao pleito. A defesa afirma que não há, impedimento para sua candidatura e critica a divulgação de informações que considera equivocadas.
A defesa também contestou informações que apontavam para um suposto impedimento eleitoral.

O EFEITO BUMERANGUE
O episódio evidencia uma estratégia recorrente nas disputas políticas: utilizar decisões judiciais ainda sujeitas a recurso para tentar provocar desgaste na imagem de um adversário.
Entretanto, no caso de Carlos Russo, a estratégia parece ter produzido um efeito bumerangue. A repercussão aumentou sua visibilidade, mobilizou apoiadores e reforçou sua presença no cenário político local.
Isso não significa que a disputa judicial tenha perdido importância. O processo continua e deverá seguir seu curso nas instâncias competentes. O que não se pode fazer, porém, é transformar uma questão ainda em discussão judicial em uma conclusão definitiva sobre o futuro eleitoral do candidato.
“O CHORO PODE TER DURADO UMA NOITE”
A expressão popular inspirada no Salmo 30 — “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” — encontra uma espécie de tradução política no episódio.
O que setores da oposição poderiam ter imaginado como um golpe definitivo na candidatura acabou, pelo menos até agora, não produzindo o resultado esperado.
Ao contrário, Russo mantém sua campanha e utiliza o episódio para reafirmar sua disposição de continuar na disputa.
O que seus adversários poderiam imaginar como um golpe contra sua candidatura acabou, até aqui, servindo para consolidar ainda mais sua exposição e reforçar o discurso de continuidade da campanha.
A eleição, naturalmente, será decidida pelo eleitor nas urnas. Mas uma coisa já ficou evidente: nem toda tentativa de desconstrução alcança o objetivo pretendido. Em determinadas circunstâncias, o ataque pode acabar fortalecendo justamente quem se pretendia enfraquecer.
Enquanto a questão judicial segue seu caminho, a candidatura de Carlos Russo permanece em movimento.
E aquilo que poderia ter sido apresentado por seus adversários como o fim de uma caminhada eleitoral acabou se transformando, até aqui, em mais um capítulo de uma candidatura que busca consolidar espaço e transformar a representação de Araruama na Alerj em uma de suas principais bandeiras.

Rede TV Mais A Notícia da sua cidade!
