Bebê apresenta fraturas, hemorragia e edema cerebral, além de ter sofrido crises convulsivas e paradas cardíacas.

Publicado em 23 de agosto de 2026
Um homem foi preso preventivamente, neste sábado (22), suspeito de agredir o próprio filho, um bebê de apenas três meses, no Rio de Janeiro. A criança permanece internada em estado gravíssimo e apresenta graves lesões neurológicas. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, existe risco de morte cerebral, mas não há confirmação de que a criança tenha morrido.
O suspeito foi localizado por agentes da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), em Olaria, na Zona Norte do Rio. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
De acordo com a investigação, exames médicos apontaram que o bebê sofreu múltiplas lesões, fraturas, hemorragia e edema cerebral. A criança também apresentou episódios de parada cardíaca e crises convulsivas, permanecendo sob cuidados médicos em uma unidade de saúde da Tijuca.
INVESTIGAÇÃO APONTOU INCOMPATIBILIDADE NAS EXPLICAÇÕES
As investigações começaram depois que o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo os investigadores, o bebê já havia sido internado anteriormente. Na ocasião, o pai teria afirmado que os hematomas apresentados pela criança teriam ocorrido durante uma tentativa de desengasgo.
A explicação, entretanto, levantou suspeitas da equipe médica, que teria identificado sinais incompatíveis com a versão apresentada. A criança chegou a receber alta, mas posteriormente voltou a ser internada, desta vez com lesões consideradas ainda mais graves.
Durante a apuração, os policiais concluíram que os ferimentos identificados no bebê não seriam compatíveis com as justificativas apresentadas pelo pai. A situação levou a Polícia Civil a representar pela prisão preventiva do investigado.
JUSTIÇA JÁ HAVIA DETERMINADO AFASTAMENTO DOS PAIS
Outro ponto que chamou a atenção durante a investigação foi a existência de uma medida protetiva que determinava o afastamento dos pais da criança.
A Polícia Civil não informou qual foi a motivação original para que a Justiça determinasse o afastamento. A medida, porém, já estava em vigor antes da prisão do suspeito.
O Ministério Público também apura as circunstâncias envolvendo o acompanhamento da família pela rede de proteção à criança e ao adolescente.
MP APURA POSSÍVEIS FALHAS NA COMUNICAÇÃO DO CASO
Além da suspeita de agressão, o Ministério Público investiga se houve falhas na comunicação do caso às autoridades durante a primeira internação do bebê.
Também está sendo analisada a atuação de conselheiros tutelares que já teriam sido informados sobre suspeitas de maus-tratos envolvendo a criança.
O objetivo é esclarecer quando as autoridades foram comunicadas, quais providências foram adotadas e se todas as medidas de proteção determinadas pela Justiça foram efetivamente cumpridas.
BEBÊ SEGUE INTERNADO
Até a atualização mais recente, o bebê permanece internado em estado gravíssimo, com comprometimento neurológico severo. Segundo a Polícia Civil, as lesões cerebrais são de extrema gravidade e existe risco de morte cerebral.
A situação clínica da criança ainda depende da avaliação da equipe médica responsável. Por isso, neste momento, não é correto afirmar que houve morte cerebral ou que o bebê morreu, caso não exista confirmação oficial nesse sentido.
O pai foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Ele é investigado por maus-tratos qualificados, e a Polícia Civil deverá continuar reunindo provas para esclarecer a dinâmica das agressões e eventual participação ou responsabilidade de outras pessoas.
A defesa do suspeito não havia se manifestado publicamente até a última atualização das informações.

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