MAGÉ GANHA DESTAQUE NAS TELAS DE CINEMA COM DOCUMENTÁRIO SOBRE A RIQUEZA DO GUAPI-MACACU

Longa “Guapi-Macacu, o filme” percorre as águas que banham Magé e deságuam na Baía de Guanabara e encerra a 19ª edição do Festival Visões Periféricas, no Rio.

Publicado em 28 de julho de 2026

A riqueza ambiental de Magé e a importância de seus rios para o equilíbrio ecológico da Baía de Guanabara ganham espaço nas telas de cinema com o documentário “Guapi-Macacu, o filme”. A produção foi gravada ao longo do curso das águas que atravessam a região e apresenta ao público paisagens, histórias e a relação das comunidades com esse importante sistema hídrico fluminense.

O longa teve sua estreia na capital fluminense no domingo (26), às 19h, no Estação NET Botafogo, no Rio de Janeiro. A sessão marcou o encerramento da 19ª edição do Festival Visões Periféricas, evento dedicado ao cinema independente e a produções que ampliam a visibilidade de diferentes territórios, culturas e realidades sociais.

MAGÉ E SUA RIQUEZA NATURAL

Localizado em uma área estratégica da Baía de Guanabara, Magé reúne um patrimônio ambiental marcado por rios, manguezais, áreas de Mata Atlântica e pela proximidade com a Serra dos Órgãos.

O documentário utiliza justamente as águas como fio condutor para apresentar esse território. Ao acompanhar o sistema Guapi-Macacu até sua ligação com a Baía de Guanabara, a produção chama atenção para a importância da conservação dos rios, das florestas e das áreas úmidas que ajudam a sustentar a biodiversidade da região.

Além do valor paisagístico, esses ambientes possuem papel fundamental na manutenção dos recursos hídricos, na preservação da fauna e da flora e na qualidade ambiental de municípios localizados no entorno da Baía de Guanabara.

ÁGUA COMO PERSONAGEM

Em “Guapi-Macacu, o filme”, o percurso das águas ajuda a contar a história da própria região. O longa aproxima o espectador de paisagens naturais e das comunidades que mantêm uma relação direta com rios e ecossistemas locais.

A produção também reforça uma discussão cada vez mais presente no estado do Rio de Janeiro: a necessidade de conciliar desenvolvimento urbano e econômico com a proteção dos recursos naturais.

A bacia hidrográfica formada pelos rios Guapi-Macacu tem grande relevância ambiental para o Leste Fluminense. Suas águas atravessam áreas de elevado valor ecológico antes de chegarem à Baía de Guanabara, conectando diferentes ambientes e municípios.

CINEMA COMO INSTRUMENTO DE PRESERVAÇÃO

Ao transformar esse patrimônio natural em narrativa cinematográfica, o documentário contribui para aproximar o público de uma região que possui importância ambiental muito além de suas fronteiras municipais.

Para Magé, a presença no longa também representa uma oportunidade de divulgar suas riquezas naturais e reforçar o potencial do município para iniciativas ligadas à preservação ambiental, educação, pesquisa e turismo de natureza.

A exibição dentro do Festival Visões Periféricas amplia ainda mais esse alcance. Criado para valorizar produções e narrativas que muitas vezes ficam fora dos grandes circuitos comerciais, o festival se consolidou como uma importante vitrine para o audiovisual independente brasileiro.

Com imagens das águas, da Mata Atlântica e das paisagens que integram o caminho até a Baía de Guanabara, “Guapi-Macacu, o filme” coloca Magé e o patrimônio natural da região no centro de uma narrativa sobre território, memória e preservação ambiental.

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