Exposição no CCBB celebra os 70 anos do biquíni com fotos, peças e instalações

Mostra reúne sete décadas de história da moda praia.

screen-11.50.45[15.05.2017]50xExplosivo até no nome, o biquíni foi chamado assim como referência ao lugar onde as bombas nucleares eram testadas na década de 1940. Foi lançado para o mundo pelas mãos do francês Louis Réard em 1946, e 71 anos depois, o traje pode ser considerado o maior símbolo da moda brasileira. Para comemorar a data, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio lança hoje a exposição ‘Yes! Nós Temos Biquíni’, que tem curadoria da jornalista de moda Lilian Pacce.

“O biquíni revolucionou o mundo, mas o Brasil revolucionou o biquíni”, afirma a curadora, que lançou no ano passado um livro sobre o tema.

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50xA mostra reúne cerca de 120 obras, entre looks icônicos e históricos de moda praia, fotografias, pinturas, esculturas, vídeos, ilustrações, instalações, artefatos históricos e amplo material iconográfico. Além da parte física da exposição há em grande parte da programação debates, ciclo de cinemas e performances relacionados ao mundo da moda praia.

Lilian destaca pontos importantes a serem discutidos na exposição. “A mostra chega num momento que o brasileiro precisa achar motivos para se orgulhar, e neste quesito somos a grande referência mundial. O biquíni é feito com a alma e o corpo da mulher brasileira. O ‘Yes! Nós Temos Biquíni’ nasce no Rio de Janeiro, palco principal das tendências da moda praia”.

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Elaborada desde agosto, a exposição apresenta entre suas obras a tanga criada pelos índios brasileiros e abre espaço para o questionamento: será que o traje, hoje abrasileirado, também não pode ser considerado um filho da pátria? “O genocídio dos nossos índios não deu espaço para celebrarmos suas criações, mas a tanga sempre existiu e é nossa”, conta a curadora.

Além do orgulho nacional e o nascimento do biquíni, outro tema é destaque nas discussões promovidas pela exposição. O empoderamento feminino que acompanhou a trajetória da peça e as questões ligadas aos padrões de beleza impostos pela sociedade fazem parte do debate através das obras de Marcela Tiboni, Claudio Edinger e Elen Braga, com criações dos estilistas Amir Slama, Isabela Frugiuele (Triya) e Adriana Degreas, além da escultura de Tiago Carneiro da Cunha.

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Questionada se o biquíni ainda traria novas conquistas, principalmente no momento em que questões de gênero são discutidas, Lilian responde: “O biquíni é feito de tecido elástico e encaixa em qualquer corpo, 36 ou 48. Exemplos incríveis são a Roberta Close, que usava super bem biquíni, e a modelo Lea T, que desfilou pela Blue Man. As peças se adaptam ao corpo da pessoa”. O modelo responsável por ser um dos símbolos feministas chega aos 70 anos em plena forma. ‘Yes! Nós Temos Biquíni’ fica no CCBB até o dia 10 de julho. A exposição fica aberta de quarta a segunda, das 9h às 21h.

1-1-768x108Fonte: Jornal O Dia

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