Bradesco vai fechar 1,1 mil agências até o fim do ano

O corte faz parte de um plano de reestruturação de despesas.

O Bradesco prevê encerrar o ano com redução de 1,1 mil agências em comparação com 2019, afirmou o presidente do banco, Octavio de Lazari. O corte faz parte de um plano de reestruturação de despesas do banco, que para isso realizou uma provisão adicional de R$ 879 milhões.

Das 1,1 mil agências previstas para encerrar as atividades, 400 correspondem a espaços físicos que serão fechados, enquanto outras 700 serão incorporadas e transformadas em unidades de negócios. Até o momento, 683 agências já foram fechadas ou incorporadas e, segundo Lazari, o movimento deve continuar.

“Muitas agências ainda serão transformadas em unidades de negócio, que têm um custo de 30% a 40% menor [do que as agências], por não contarem com gastos como de vigilante e carro forte, por exemplo, e que são de 20% a 30% mais eficientes, já que todos os funcionários estão dedicados a fazer negócio”, afirmou.

O movimento acompanha o processo de maior digitalização e competitividade do sistema financeiro e, segundo Lazari, também deve impactar o número de funcionários. “Até agora, quase 4.000 pessoas saíram do banco, mas essa redução é praticamente natural. Normalmente temos um turnover [rotatividade de pessoal] médio anual de 7%, o que equivale a quase 7.000 pessoas. O que estamos fazendo é buscar eficiência com custos mais adequados”, relatou.

Até o momento, 95% dos funcionários de departamento do Bradesco estão em home office, enquanto as agências dividiram a equipe pela metade e trabalham, agora, em modelo de revezamento. O Bradesco divulgou os resultados do terceiro trimestre nesta quarta-feira (28). O lucro do banco registrou queda pela terceira vez consecutiva. Quando considerada a comparação anual, a redução foi de 23,1%, para R$ 5 bilhões.

O tombo foi novamente causado por um aumento nas reservas contra calotes. Essas provisões subiram 67,5% no terceiro trimestre em relação aos mesmos três meses de 2019, para R$ 5,6 bilhões.

Fonte: Jornal do Comercio 

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