Fintech interrompe operações e deixa quase 3 mil investidores sem respostas

Caso da Naskar reacende alerta sobre sucessivos prejuízos causados por empresas de investimentos e expõe fragilidade na proteção aos clientes no Brasil.


Publicado em 13 de maio de 2026

Mais um caso envolvendo empresas do setor financeiro e supostos prejuízos milionários a investidores volta a preocupar o mercado brasileiro. A fintech Naskar Gestão de Ativos Ltda interrompeu repentinamente suas atividades após movimentar cerca de R$ 900 milhões pertencentes a quase 3 mil clientes. O episódio reacende o alerta sobre a crescente sequência de operações financeiras que deixam investidores sem acesso ao dinheiro e sem respostas claras das empresas responsáveis.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a empresa abandonou o endereço onde estava registrada desde o segundo semestre de 2025. Dados da Junta Comercial também apontam que a fintech encerrou três filiais — em Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro — no dia 1º de abril de 2025.

A justificativa apresentada pela Naskar aos clientes foi uma suposta “perda das bases de dados”, o que teria provocado a paralisação temporária das operações. Em nota, a empresa informou que passa por um processo de auditoria interna e prometeu iniciar a “circularização” junto aos investidores nos próximos dias.

Após uma perda em nossa base de dados, estamos conduzindo um processo cuidadoso de auditoria. As equipes técnicas seguem atuando na estruturação das informações”, informou a fintech.

Apesar da explicação, investidores relatam dificuldades para obter informações concretas sobre os recursos aplicados. O pagamento mensal de rendimentos, previsto para o início do mês, não foi realizado, aumentando a tensão entre os clientes.

Relatos publicados no site Reclame Aqui indicam que diversos usuários tiveram acesso bloqueado ao aplicativo da empresa. Muitos afirmam não conseguir contato com os sócios da fintech.

Entre os investidores prejudicados estão empresários, bancários e aposentados que fizeram aportes milionários. Um empresário teria investido R$ 3,9 milhões, enquanto outro cliente aplicou R$ 2,3 milhões. Um aposentado afirma ter colocado R$ 1 milhão na plataforma.

A empresa possui como sócios Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu, ex-jogador de vôlei e apresentador de TV. Segundo os relatos, nenhum deles estaria respondendo telefonemas ou mensagens.

O caso aumenta a preocupação diante da repetição de episódios semelhantes no país, envolvendo empresas de investimentos, fintechs e plataformas financeiras que prometem alta rentabilidade, mas acabam deixando milhares de investidores sem garantias.

Especialistas alertam que o avanço desse tipo de situação pode comprometer ainda mais a confiança no sistema financeiro alternativo brasileiro. Nos últimos anos, o país registrou uma série de operações suspeitas, colapsos financeiros e denúncias de empresas que captaram bilhões de reais antes de interromper atividades ou entrarem em crise.

A sucessão desses episódios também levanta questionamentos sobre a fiscalização do setor e sobre a segurança oferecida aos investidores que buscam alternativas fora do sistema bancário tradicional.

 

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