Mãe do militar afirmou durante o enterro que suspeita de envolvimento do irmão da vítima e relacionou o crime a uma disputa familiar por herança; Polícia Civil investiga o duplo homicídio.

Publicado em 26 de setembro de 2026
O corpo do soldado do Corpo de Bombeiros Pedro Ernesto dos Anjos Rodrigues, de 24 anos, foi sepultado na tarde desta sexta-feira (25), no Crematório e Cemitério Vertical Memorial do Rio, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. O militar e o estudante de medicina Pedro Henrique Araújo, de 26 anos, foram sequestrados na noite de quarta-feira (23), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e encontrados mortos horas depois.
Pedro Ernesto era lotado no Departamento Geral de Pessoal da corporação. Segundo informações divulgadas sobre o caso, os dois estavam voltando da casa da mãe do bombeiro quando perceberam que eram seguidos por outro veículo. Eles teriam circulado por ruas da região na tentativa de despistar os suspeitos, mas acabaram sendo interceptados.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte da abordagem. Os dois foram rendidos e levados para uma área de mata próxima às comunidades do Sossego e do Cacareco, no bairro Pantanal. Os corpos foram localizados pela Polícia Militar na região, com cápsulas de munição deflagradas nas proximidades. A arma que pertencia ao bombeiro também foi encontrada no veículo das vítimas.
MÃE ACUSA IRMÃO DO BOMBEIRO
Durante o sepultamento, a mãe de Pedro Ernesto, Cíntia Souza dos Anjos, fez uma acusação contra outro filho. Segundo ela, o irmão do bombeiro poderia estar por trás do crime, que teria relação com uma disputa envolvendo herança.
A acusação, porém, ainda não foi comprovada pelas autoridades. A Polícia Civil trabalha para esclarecer a autoria e a motivação do duplo homicídio. O irmão citado pela mãe ainda não havia se manifestado publicamente sobre as acusações divulgadas.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que realiza diligências para reconstruir a dinâmica do crime, identificar os responsáveis e determinar o que teria motivado a execução das vítimas. Até o momento, não havia confirmação pública de prisão ou de autoria definida.
CORPO DE BOMBEIROS LAMENTOU A MORTE
A morte do soldado provocou comoção entre familiares, amigos e colegas de corporação. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte de Pedro Ernesto e prestou solidariedade aos familiares das duas vítimas.
Pedro Ernesto havia ingressado na corporação e atuava em uma área administrativa. Segundo informações divulgadas após o crime, familiares e amigos destacaram a dedicação do jovem ao serviço público.
SEGUNDO JOVEM AINDA NÃO TEVE SEPULTAMENTO DIVULGADO
Pedro Henrique Araújo, de 26 anos, era estudante de medicina e companheiro do bombeiro. O jovem também foi morto durante a ação criminosa.
Até o momento, a família não havia divulgado informações oficiais sobre o sepultamento. Informações anteriores apontavam que o corpo poderia ser encaminhado ao Espírito Santo, estado de origem de Pedro Henrique, para a realização das cerimônias fúnebres.
A Polícia Civil mantém a investigação em andamento. A principal linha de trabalho é esclarecer se o crime foi cometido por razões relacionadas à vida pessoal das vítimas ou se existe outra motivação. A acusação apresentada pela mãe do bombeiro será um dos elementos que poderão ser considerados pelos investigadores, mas, até que sejam reunidas provas, permanece como uma suspeita relatada por um familiar, e não como conclusão da investigação.

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