DE ESCRIVÃO A DELEGADO: DR. ANTÔNIO SILVINO TEIXEIRA, UMA LENDA DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Após 42 anos de serviços prestados à Polícia Civil, mais de três décadas como delegado e uma trajetória marcada pela investigação de crimes de grande repercussão, Antônio Silvino Teixeira assume uma nova missão à frente da 74ª DP, em Alcântara, São Gonçalo.

Publicado em 28 de julho de 2026

Há carreiras que se confundem com a própria história da instituição à qual foram dedicadas. Na Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), a trajetória do delegado Dr. Antônio Silvino Teixeira atravessa mais de quatro décadas de transformações na segurança pública fluminense e reúne investigações complexas, prisões de criminosos de alta periculosidade, enfrentamento à violência e uma vida profissional dedicada à atividade policial.

Aos 65 anos, Silvino chega a uma nova missão: comandar a 74ª DP (Alcântara), em São Gonçalo. A designação acrescenta mais um capítulo a uma história iniciada em 1983 e construída, sobretudo, nas delegacias onde o cotidiano policial exige experiência, capacidade de investigação e disposição para enfrentar alguns dos crimes mais graves registrados no estado.

São 42 anos de serviços prestados à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, dos quais mais de 30 exercendo o cargo de delegado de polícia.

UMA HISTÓRIA QUE COMEÇOU COMO ESCRIVÃO

A relação de Antônio Silvino Teixeira com a Polícia Civil começou em 1983, quando ingressou na corporação como escrivão.

A experiência adquirida no cotidiano das delegacias deu ao então jovem policial conhecimento prático sobre inquéritos, procedimentos, investigação criminal e funcionamento da Polícia Judiciária.

Silvino decidiu avançar na carreira. Estudou, prestou novo concurso público e, em 1994, tornou-se delegado de polícia.

A partir daquele momento, iniciava uma trajetória de mais de três décadas como autoridade policial, marcada principalmente pela passagem por unidades estratégicas da Baixada Fluminense e de outras regiões do estado.

Entre elas estão a 54ª DP (Belford Roxo), 59ª DP (Duque de Caxias), 53ª DP (Mesquita), 66ª DP (Piabetá/Magé) e 67ª DP (Guapimirim).

Em cada uma dessas unidades, Silvino enfrentou realidades diferentes, mas encontrou um elemento comum: crimes de grande complexidade que exigiam respostas rápidas da investigação policial.

Com um estilo direto e uma atuação marcada pela presença nas investigações, o delegado passou a ter seu nome associado ao esclarecimento de homicídios, captura de criminosos procurados, investigação de fraudes, crimes contra mulheres e crianças e operações de grande repercussão.

O “FESTIVAL DE HORRORES” EM BELFORD ROXO

Um dos casos que projetaram nacionalmente a atuação do delegado aconteceu em 2010, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

As investigações revelaram uma situação estarrecedora envolvendo o atendimento médico em uma unidade hospitalar do município.

Um estudante de medicina que cursava o 9º período estaria atuando ilegalmente como médico obstetra e ginecologista plantonista no Hospital das Clínicas de Belford Roxo.

O esquema investigado pela Polícia Civil teria resultado na morte de pelo menos três bebês e de uma gestante durante procedimentos de parto.

Na época delegado-adjunto da 54ª DP, Antônio Silvino participou diretamente da condução das investigações e utilizou uma expressão que acabou ganhando repercussão pública para descrever aquilo que os policiais encontraram: um verdadeiro “festival de horrores”.

Sob a atuação da Polícia Civil, o falso médico foi preso em flagrante e o responsável pela clínica foi indiciado.

O investigado passou a responder por exercício ilegal da profissão e homicídio doloso, modalidade em que se considera a intenção de matar ou a assunção do risco de produzir o resultado.

O episódio se transformou em um dos casos mais chocantes daquele período na Baixada Fluminense e ajudou a tornar Silvino conhecido também fora dos círculos policiais.

O ASSASSINATO COM UMA ENXADA EM DUQUE DE CAXIAS

Outro episódio marcante aconteceu em 2009, em Campos Elíseos, Duque de Caxias.

Uma jovem de 27 anos foi brutalmente assassinada enquanto dormia. Ela recebeu golpes na cabeça e foi enforcada com o cabo de uma enxada.

O autor ainda tentou ocultar o crime.

O corpo foi arrastado até um terreno baldio na região da Cidade dos Meninos, onde o criminoso ateou fogo no cadáver.

À frente da 59ª DP (Duque de Caxias), Antônio Silvino coordenou as buscas pelo principal suspeito: o marido da vítima.

A investigação avançou rapidamente. O homem foi localizado pela equipe policial e, durante o depoimento, confessou o assassinato, apresentando detalhes sobre a dinâmica do crime.

Embora tenha alegado ciúmes, os elementos reunidos durante o inquérito conduzido pela equipe de Silvino apontaram para uma ação premeditada.

O trabalho policial subsidiou o pedido de prisão preventiva e o processo que posteriormente resultaria na condenação do acusado.

A QUADRILHA QUE EXECUTOU UM CASAL DE IDOSOS EM NITERÓI

Ainda em 2009, outro crime brutal mobilizou a Polícia Civil.

Um casal de idosos foi assassinado após criminosos invadirem sua residência em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói.

Apesar de o homicídio ter ocorrido do outro lado da Baía de Guanabara, informações de inteligência indicaram que os envolvidos haviam fugido e buscado esconderijos em diferentes municípios da Baixada Fluminense.

Foi nesse momento que entrou em ação a equipe comandada por Antônio Silvino, então titular da 59ª DP.

Uma operação foi montada para localizar os suspeitos.

O resultado foi a prisão de cinco homens e a apreensão de um adolescente, localizados em Nilópolis e Nova Iguaçu.

Entre os capturados estava o próprio caseiro das vítimas.

Segundo as investigações apresentadas pelo delegado, ele teria sido o mentor do crime, responsável por planejar o assalto que terminou com a execução dos patrões.

A investigação demonstrava uma característica que acompanharia Silvino durante toda a carreira: a disposição de seguir os criminosos para além dos limites territoriais da delegacia quando o esclarecimento de um crime assim exigisse.

A CAÇADA A UM CRIMINOSO QUE ATERRORIZAVA A BAIXADA

Em 2013, outro caso colocaria o delegado diante de um criminoso considerado de alta periculosidade.

Um homem investigado por estupros e assassinatos provocava medo entre mulheres e famílias da Baixada Fluminense.

Entre os casos atribuídos ao suspeito estavam o estupro e assassinato de uma publicitária de 25 anos e o desaparecimento de uma manicure.

À frente da 66ª DP, Antônio Silvino centralizou informações de diferentes investigações e trabalhou no mapeamento dos passos do procurado.

O criminoso passou a ser tratado como uma ameaça prioritária diante da sucessão de delitos e do medo provocado na população.

A caçada terminou durante um confronto armado com policiais. O suspeito foi baleado e morreu.

O trabalho desenvolvido nos inquéritos permitiu à Polícia Civil avançar no esclarecimento dos homicídios e abusos relacionados ao investigado, dando respostas às famílias que aguardavam pela conclusão dos casos.

O “PLAYBOY DO CRIME” EM GUAPIMIRIM

Décadas depois de ingressar na Polícia Civil, Silvino continuava participando diretamente de investigações.

Em 2021, já como titular da 67ª DP (Guapimirim), esteve à frente de um caso que chamou a atenção pelo perfil incomum do suspeito.

Um assaltante bem-vestido, utilizando uma motocicleta de alta cilindrada e com aparência associada pelas vítimas a alguém de classe média alta, passou a cometer sucessivos roubos contra pedestres e estabelecimentos comerciais.

O homem teria praticado mais de dez roubos na Baixada Fluminense e na região de Magé e Guapimirim.

O perfil acabou rendendo ao criminoso o apelido de “Playboy do Crime”.

A equipe comandada por Silvino cruzou informações de inteligência, analisou o padrão das ocorrências e chegou à identificação do suspeito.

Após o trabalho investigativo, foi montado um cerco que resultou em sua captura e no cumprimento de mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Parte dos objetos recuperados pôde ser devolvida às vítimas.

O CASO DAS GÊMEAS ENVENENADAS COM “CHUMBINHO”

Entre os crimes que marcaram a história policial fluminense está também um episódio envolvendo duas bebês gêmeas de apenas oito meses.

A mãe das crianças, Maria Elizete, colocou veneno para ratos, popularmente conhecido como “chumbinho”, na mamadeira com leite oferecida às próprias filhas.

As duas crianças morreram em consequência da intoxicação.

O crime causou enorme repercussão pela idade das vítimas e pela maneira como foi cometido.

Maria Elizete acabou julgada e condenada a 28 anos de prisão pelo duplo homicídio qualificado.

Posteriormente, tornou-se foragida da Justiça do Rio de Janeiro.

A mulher fugiu para o Distrito Federal, onde passou a viver na região do Varjão, em Brasília, trabalhando como cuidadora de idosos.

A troca de informações de inteligência entre policiais civis do Rio de Janeiro e agentes da Polícia Civil do Distrito Federal permitiu sua localização.

Ela foi presa em Brasília e posteriormente encaminhada de volta ao sistema prisional fluminense para cumprir a condenação.

O CRIME CONTRA DUAS CRIANÇAS QUE CHOCOU GUAPIMIRIM

Em 2022, Antônio Silvino comandaria na 67ª DP outro inquérito envolvendo violência extrema contra crianças.

O caso teve como investigada Stephani Ferreira Peixoto, acusada de atacar os próprios filhos, um menino de 3 anos e uma menina de 6, dentro da residência da família em Guapimirim.

As crianças foram atingidas por múltiplos golpes de faca.

A investigação conduzida pela equipe de Silvino apontou que o ataque teria ocorrido após uma forte discussão conjugal.

Segundo o que foi apurado no inquérito, o companheiro da acusada e pai das crianças havia manifestado o desejo de terminar o relacionamento.

O crime teria sido cometido pouco depois de o homem deixar a residência para trabalhar, dentro de um contexto de vingança relacionado ao conflito conjugal.

Depois de atacar as crianças, a mulher tentou tirar a própria vida cortando os pulsos.

A atuação policial permitiu que ela recebesse atendimento médico sob custódia, sendo posteriormente autuada em flagrante por homicídio qualificado.

Era mais um inquérito extremamente difícil sob responsabilidade de um delegado que, ao longo da carreira, precisou lidar repetidamente com crimes capazes de causar profunda comoção social.

QUANDO O DELEGADO SE TORNOU VÍTIMA DA VIOLÊNCIA

Depois de passar décadas investigando criminosos e vítimas da violência urbana, Antônio Silvino viveria, na própria pele, um dos momentos mais dramáticos de sua vida.

Era 24 de dezembro de 2022, véspera de Natal.

O delegado estava de folga e acompanhado do filho na Avenida Ministro Edgard Romero, em Madureira, Zona Norte do Rio, quando foi abordado por criminosos armados.

Os assaltantes seriam oriundos do Complexo da Serrinha.

Silvino reagiu à abordagem e houve troca de tiros.

Uma viatura da Polícia Militar que passava pela região interveio durante a ocorrência.

No confronto, o delegado foi atingido por disparos no quadril e no tornozelo.

Mesmo ferido, sobreviveu.

Silvino foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Salgado Filho, onde permaneceu internado para tratamento.

O episódio ocorreu em uma das datas de maior movimentação do comércio de Madureira. A troca de tiros provocou pânico entre comerciantes, consumidores e moradores, além de reflexos na circulação do BRT na região.

Depois de décadas enfrentando a criminalidade como investigador, o delegado havia se tornado vítima da mesma violência contra a qual dedicou sua vida profissional.

Sobreviveu e voltou ao trabalho.

AS “MENINAS SUPERPODEROSAS” DA 67ª DP

A trajetória de Silvino, porém, não ficou restrita às investigações tradicionais.

Ao assumir o comando da 67ª DP, em Guapimirim, em janeiro de 2021, o delegado colocou em prática uma iniciativa que ganhou destaque dentro e fora da região.

Nascia o grupo que ficaria conhecido como “Meninas Superpoderosas”.

O apelido começou a circular naturalmente e ganhou força principalmente nas redes sociais, tornando-se a identificação de um núcleo operacional formado exclusivamente por policiais civis femininas.

A proposta buscava fortalecer o atendimento, a investigação e a repressão aos crimes relacionados à violência contra a mulher, especialmente ocorrências enquadradas na Lei Maria da Penha, além dos casos de violência sexual.

A iniciativa também ampliou o protagonismo das mulheres policiais em atividades investigativas e operacionais dentro da unidade.

Mais do que um apelido de efeito, as “Meninas Superpoderosas” representaram uma experiência de especialização policial voltada para vítimas que muitas vezes chegam às delegacias em situação de extrema vulnerabilidade.

A ideia reforçou uma dimensão importante da atividade policial defendida por Silvino: combater o criminoso com rigor sem perder de vista o acolhimento e a proteção de quem procura o Estado depois de sofrer violência.

UMA VIDA ENTRE INQUÉRITOS, OPERAÇÕES E DELEGACIAS

São poucos os profissionais que permanecem por mais de quatro décadas dentro de uma instituição policial e atravessam tantas gerações de investigadores, escrivães, inspetores e delegados.

Antônio Silvino Teixeira entrou na Polícia Civil quando os recursos tecnológicos disponíveis para uma investigação eram incomparavelmente mais limitados do que os atuais.

Viu a investigação criminal deixar de depender quase exclusivamente do trabalho de campo para incorporar bancos de dados, câmeras, telefonia, sistemas informatizados, inteligência policial e novas ferramentas periciais.

Também testemunhou transformações profundas no próprio Rio de Janeiro.

A criminalidade mudou. Organizações criminosas cresceram. Novas modalidades de delitos surgiram. A tecnologia transformou tanto o trabalho dos investigadores quanto a maneira de agir dos criminosos.

Silvino atravessou essas mudanças permanecendo na atividade policial.

De escrivão a delegado, de delegado-adjunto a titular de unidades importantes, acumulou uma experiência construída no cotidiano das delegacias e principalmente no enfrentamento de casos concretos.

Sua carreira passou por homicídios bárbaros, violência contra mulheres, assassinatos de crianças e idosos, criminosos de alta periculosidade, quadrilhas, roubos, fraudes e ocorrências de grande repercussão.

Em muitas dessas histórias, a sociedade conheceu apenas o resultado final: a prisão, a identificação do acusado ou o esclarecimento do crime.

Por trás desses resultados existiram inquéritos, depoimentos, diligências, levantamentos, cruzamentos de informações e horas de trabalho de equipes inteiras da Polícia Civil.

E é nesse ambiente que Antônio Silvino construiu seu nome.

A MISSÃO DE PROMOVER JUSTIÇA

A função de um delegado de polícia não é condenar. Essa atribuição pertence ao Poder Judiciário.

Cabe à autoridade policial investigar, reunir provas e indícios dentro da legalidade, preservar direitos e apresentar ao sistema de Justiça elementos capazes de permitir que cada crime seja devidamente analisado.

Foi nesse terreno que Silvino construiu sua reputação.

Seu reconhecimento profissional está associado justamente à capacidade de enfrentar investigações difíceis sem abandonar a responsabilidade jurídica inerente ao cargo.

Ser policial durante quatro décadas significa conviver diariamente com uma das faces mais duras da sociedade. Significa encontrar famílias logo após perderem filhos, pais, irmãos ou companheiros; ouvir vítimas de violência; reconstruir os últimos passos de pessoas assassinadas e, ao mesmo tempo, trabalhar para transformar vestígios e informações em provas juridicamente válidas.

Essa foi a rotina escolhida por Antônio Silvino.

A LENDA SEGUE PARA UMA NOVA MISSÃO

Aos 65 anos, depois de 42 anos de Polícia Civil e mais de três décadas como delegado, Antônio Silvino Teixeira poderia olhar para trás e encontrar uma carreira suficientemente extensa para preencher diversos capítulos da história policial fluminense.

Mas a caminhada continua.

Sua nova missão será na 74ª DP, em Alcântara, São Gonçalo.

Ele chega ao município carregando uma experiência acumulada desde 1983 e construída em algumas das áreas mais desafiadoras da segurança pública do Estado do Rio de Janeiro.

A designação representa mais do que uma simples mudança administrativa.

Para aqueles que acompanharam sua passagem pelas delegacias da Baixada Fluminense, de Magé e de Guapimirim, significa ver um veterano policial assumir novamente a responsabilidade por uma unidade operacional.

Antônio Silvino Teixeira começou como escrivão. Tornou-se delegado. Comandou delegacias. Investigou crimes que chocaram o estado. Participou da captura de criminosos perigosos. Enfrentou episódios de violência extrema. Foi baleado e sobreviveu. Voltou à atividade. Criou iniciativas de valorização da atuação feminina dentro da Polícia Civil e continuou exercendo a profissão.

São 42 anos servindo à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Uma trajetória profissional não se mede somente pelo tempo de serviço, mas pelo que foi realizado durante esse tempo.

No caso do Dr. Antônio Silvino Teixeira, são décadas dedicadas a uma missão que raramente permite rotina ou tranquilidade: investigar crimes, buscar respostas para as vítimas, retirar criminosos de circulação e fornecer à Justiça os elementos necessários para que a lei seja cumprida.

É por essa trajetória que, entre policiais, colegas, moradores e pessoas que acompanharam seus trabalhos, seu nome passou a ser tratado como o de uma verdadeira lenda viva da Polícia Civil fluminense.

E, depois de mais de quatro décadas carregando uma carteira funcional, enfrentando plantões, inquéritos, operações e algumas das páginas mais difíceis da criminalidade no Rio de Janeiro, a história ainda não terminou.

De escrivão a delegado, Antônio Silvino Teixeira segue em frente. Agora, a 74ª DP de Alcântara passa a ser o cenário do próximo capítulo de uma vida dedicada à Polícia Civil, à segurança pública e à busca pela Justiça.

NOTA SOBRE AS FONTES

Os fatos e episódios apresentados nesta matéria foram apurados e organizados com base em reportagens publicadas pela imprensa à época dos acontecimentos, documentos públicos e registros institucionais disponíveis. As imagens utilizadas possuem caráter jornalístico, histórico e ilustrativo.

Nos casos envolvendo investigações e processos criminais, foram considerados, sempre que disponíveis, os respectivos desdobramentos judiciais, respeitando-se a presunção de inocência e a situação jurídica de cada envolvido.

A reportagem tem caráter jornalístico, biográfico e histórico, com o objetivo de registrar a trajetória profissional do delegado Dr. Antônio Silvino Teixeira, preservando a responsabilidade, a precisão e a boa-fé na apresentação dos fatos.

 

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