Magé ganha destaque internacional com pesquisadora que leva saberes quilombolas a congresso na Bahia

Ela é filha de Pai Paulo de Ogun, do Ilé À Ògún Àlákòró – Quilombo de Bongaba, em Magé.

Publicado em 30 de abril de 2026

A pesquisadora Nara Campos foi contemplada para apresentar seu projeto de mestrado no V Congresso Internacional de Cultura, Linguagens e Tecnologias do Recôncavo Baiano, que será realizado na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, na cidade de Santo Amaro. O trabalho, intitulado “Educações Negras como tecnologias de Existência: saberes Africanos e Afrodiaspóricos no campo educacional”, propõe uma reflexão profunda sobre práticas educativas enraizadas em experiências históricas e culturais da população negra.

A pesquisa de Nara Campos se destaca por valorizar conhecimentos que emergem do cotidiano de comunidades tradicionais, como quilombos e terreiros, além das vivências coletivas que moldam identidades e formas de ensinar e aprender fora dos modelos convencionais. A proposta rompe com perspectivas eurocêntricas predominantes no campo educacional, ao reconhecer as epistemologias negras como fundamentais para a construção de uma educação mais plural e inclusiva.

Segundo a pesquisadora, o projeto nasce da experiência vivida e do compromisso com uma educação que dialogue com as realidades das comunidades negras. “É um conhecimento que não está apenas nos livros, mas no corpo, na oralidade, na ancestralidade e nas práticas comunitárias”, destaca.

O V Congresso Internacional de Cultura, Linguagens e Tecnologias do Recôncavo Baiano reúne pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas para discutir temas ligados à cultura, educação e inovação. A participação de Nara Campos reforça a importância de ampliar o debate sobre diversidade epistemológica e justiça social no ambiente acadêmico.

A apresentação também evidencia o crescente reconhecimento das produções acadêmicas que partem de territórios historicamente marginalizados, trazendo para o centro do debate saberes que, por muito tempo, foram invisibilizados. Ao levar sua pesquisa ao congresso, Nara contribui para fortalecer o diálogo entre universidade e comunidade, propondo caminhos para uma educação comprometida com a equidade e a valorização das raízes afro-brasileiras.

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