Brasil fica em 107º lugar em ranking global que mede percepção da corrupção

Relatório da Transparência Internacional aponta que sucessivos escândalos de macrocorrupção e fragilidades institucionais seguem comprometendo a imagem e a credibilidade do país.

Publicado em: 10 de fevereiro de 2026

O Brasil ocupa a 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional, organização não governamental que avalia a percepção de corrupção no setor público em mais de 180 países. O resultado coloca o país entre os piores desempenhos da América Latina e reforça um cenário de estagnação no combate à corrupção.

De acordo com o relatório, o desempenho brasileiro reflete um contexto marcado por reiterados casos de macrocorrupção, além de fragilidades institucionais persistentes, como a falta de efetividade na responsabilização de agentes públicos, interferências políticas em órgãos de controle e retrocessos em mecanismos de transparência.

A Transparência Internacional destaca que, apesar de avanços pontuais em legislações e instrumentos de fiscalização ao longo dos últimos anos, o país enfrenta dificuldades em transformar normas em práticas concretas. Segundo a entidade, a percepção negativa é alimentada pela sensação de impunidade e pela instabilidade das políticas anticorrupção.

O índice é calculado com base em avaliações de especialistas, empresários e instituições internacionais, atribuindo notas de 0 a 100 — quanto menor a pontuação, maior a percepção de corrupção. O Brasil segue distante dos países com melhores resultados e abaixo da média global.

Para a organização, a reversão desse quadro passa pelo fortalecimento das instituições democráticas, pela proteção da atuação de órgãos de investigação e controle, e por um compromisso mais efetivo do poder público com a transparência e a integridade na gestão.

Com base nos dados mais recentes do Corruption Perceptions Index (CPI) 2025, publicado em fevereiro de 2026 pela Transparency International, aqui estão as posições dos países da América do Sul no ranking global de percepção de corrupção (onde pontuação menor = maior percepção de corrupção) — organizados conforme os dados disponíveis de pontuação geral global publicados por fontes que compilam a lista completa:

Observações importantes:

  • Esses números são referentes à edición CPI 2025 (dados publicados em 2026) que avaliou 182 países e territórios e incluíram o Brasil, Uruguai, Chile, Colômbia, Argentina, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e Venezuela.

  • A listagem foi organizada aqui com base no ranking global completo obtido de bases que compilaram pontuações do CPI 2025, porque a Transparency International ainda não disponibilizou um PDF público com todos os dados colocados num único documento online no momento.

Destaques – América do Sul (CPI 2025)

  • Venezuela é o país com maior percepção de corrupção na América do Sul (pontuação mais baixa, 10).

  • Logo atrás vem o Paraguai (24) e Bolívia (28) entre os sul-americanos com piores pontuações.
  • Uruguai aparece como o país com melhor pontuação na América do Sul (73), indicando menor percepção de corrupção no setor público entre os sul-americanos.

    O Brasil ficou em 107º lugar no ranking global com 35 pontos no CPI 2025.

  • Esses dados te dão uma boa visão de como os países da América do Sul se posicionam no ranking global de corrupção percebida em 2025.



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