Calor extremo bate recordes históricos na Europa e deixa dezenas de mortos

Alemanha e Dinamarca registram as maiores temperaturas já medidas, enquanto hospitais, serviços de emergência e infraestrutura enfrentam forte pressão em diversos países.

Publicado em 28 de junho de 2026

Uma intensa onda de calor continua castigando grande parte da Europa e provocando uma situação considerada crítica pelas autoridades. Neste sábado (27), Alemanha e Dinamarca registraram as maiores temperaturas já medidas em suas histórias, enquanto o fenômeno avança para o leste do continente e já é associado à morte de dezenas de pessoas, além de causar impactos severos na saúde pública, nos transportes e na infraestrutura.

Na Alemanha, os termômetros ultrapassaram os 41°C em algumas localidades, estabelecendo um novo recorde nacional. O calor extremo também provocou danos em rodovias, onde o asfalto deformou em diversos trechos, além de afetar linhas ferroviárias e interromper serviços de transporte. Em algumas regiões, casas de repouso precisaram ser evacuadas devido às temperaturas insuportáveis.

Já a Dinamarca registrou 37°C, a maior temperatura desde o início das medições meteorológicas, há mais de 150 anos. O recorde reforça a dimensão excepcional da onda de calor que atinge inclusive países tradicionalmente conhecidos pelo clima ameno.

Além da Alemanha e da Dinamarca, países como França, Itália, Suíça, República Tcheca, Hungria, Reino Unido e Polônia enfrentam temperaturas acima da média histórica. Em várias cidades foram emitidos alertas vermelhos, recomendando que a população evite atividades ao ar livre durante os horários mais quentes do dia.

Os sistemas de saúde também operam sob forte pressão. Hospitais registraram aumento significativo no número de atendimentos relacionados à desidratação, insolação e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. Idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos considerados mais vulneráveis às altas temperaturas.

A infraestrutura também sofre os efeitos da onda de calor. Estradas apresentam rachaduras e deformações, trilhos ferroviários exigem redução de velocidade dos trens e o consumo de energia disparou devido ao uso intenso de aparelhos de refrigeração. Em alguns países, eventos esportivos e culturais foram cancelados ou adaptados para reduzir riscos à população.

Especialistas explicam que a atual onda de calor está associada a um bloqueio atmosférico conhecido como “Omega Block”, que impede a entrada de massas de ar mais frio e mantém o ar quente estacionado sobre o continente durante vários dias. Cientistas também destacam que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana aumentam significativamente a frequência e a intensidade de eventos extremos como este.

Embora haja previsão de temporais e queda gradual das temperaturas em algumas regiões nos próximos dias, autoridades europeias alertam que o risco permanece elevado e orientam a população a manter hidratação constante, evitar exposição prolongada ao sol e acompanhar os avisos meteorológicos oficiais.

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