SANTA CATARINA CONFIRMA SEGUNDO FOCO DE DOENÇA DE NEWCASTLE E REFORÇA BARREIRAS SANITÁRIAS

Estado intensifica a fiscalização de granjas para conter a disseminação do vírus, que também foi detectado em pombos silvestres.

Publicado em 27 de outubro de 2026

Santa Catarina confirmou um segundo foco da doença de Newcastle em uma criação de perus no município de Coronel Freitas, no Oeste do estado. A confirmação ocorreu por meio de sequenciamento genético. O novo caso está localizado próximo ao primeiro foco da doença, identificado anteriormente em Nova Itaberaba, o que reforça a necessidade de vigilância sanitária na região.

Diante da ocorrência, as autoridades intensificaram as medidas de controle para impedir a disseminação do vírus e reduzir os riscos para a avicultura comercial. A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves e pode provocar graves prejuízos à produção avícola.

GRANJAS PASSAM POR TESTES E FISCALIZAÇÃO

De acordo com as informações divulgadas pela companhia agrícola estadual, 15 granjas comerciais testaram negativo para a doença e receberam autorização para realizar o abate das aves. A liberação ocorreu após a avaliação sanitária das propriedades, conforme os procedimentos de controle adotados pelas autoridades.

O trabalho de monitoramento também identificou a presença do vírus em pombos silvestres no município de Marema. A ocorrência amplia a atenção das equipes de vigilância sobre a circulação do agente infeccioso entre aves domésticas e silvestres.

Até o momento, mais de 170 granjas comerciais e 317 criações de subsistência foram fiscalizadas. As ações buscam identificar possíveis novos casos, verificar as condições sanitárias das propriedades e evitar que o vírus alcance outras áreas produtoras.

QUATRO BARREIRAS SANITÁRIAS CONTINUAM ATIVAS

Para conter o avanço da doença, quatro barreiras sanitárias permanecem em funcionamento. A estrutura de fiscalização tem como objetivo reforçar o controle do trânsito de aves e de outros materiais que possam contribuir para a disseminação do vírus, conforme os protocolos estabelecidos pelas autoridades sanitárias.

O acompanhamento das propriedades próximas aos focos confirmados também é fundamental para identificar precocemente possíveis infecções e orientar os produtores sobre as medidas de prevenção.

O QUE É A DOENÇA DE NEWCASTLE?

A doença de Newcastle é uma infecção viral que afeta diversas espécies de aves, podendo atingir tanto criações comerciais quanto aves de subsistência e silvestres. Dependendo da variante do vírus e das condições de exposição, a enfermidade pode causar problemas respiratórios, alterações neurológicas, queda na produção de ovos e mortalidade elevada.

A transmissão pode ocorrer pelo contato com aves infectadas, secreções, fezes e materiais contaminados. Por isso, medidas de biossegurança, higienização das instalações e controle do acesso às granjas são essenciais para reduzir os riscos.

Embora a doença represente uma ameaça importante para a produção avícola, o risco para a população humana é considerado baixo. Em situações excepcionais, pode ocorrer conjuntivite em pessoas expostas ao vírus, especialmente após contato direto com aves infectadas.

VIGILÂNCIA É FUNDAMENTAL PARA PROTEGER A PRODUÇÃO

A confirmação do segundo foco em Santa Catarina mantém as autoridades em alerta, especialmente pela importância econômica da avicultura para o estado e pela necessidade de preservar a sanidade dos plantéis.

O resultado negativo dos testes nas 15 granjas comerciais é um indicativo favorável para essas propriedades, mas não elimina a necessidade de monitoramento contínuo. A manutenção das barreiras sanitárias e a fiscalização das criações são medidas importantes para evitar novos registros.

Produtores que observarem mortalidade incomum ou sinais suspeitos nas aves devem comunicar imediatamente os serviços veterinários oficiais e evitar movimentar animais ou materiais potencialmente contaminados sem orientação sanitária.

O avanço das investigações e os resultados das ações de vigilância serão determinantes para avaliar a extensão dos focos e definir os próximos passos no controle da doença em Santa Catarina.

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