MPRJ reabre investigação contra Carlos Bolsonaro por suspeita de rachadinha

Decisão da Procuradoria-Geral de Justiça aponta falhas em diligências anteriores e inclui outras 25 pessoas na apuração.

Publicado em 25 de fevereiro de 2026

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) decidiu reabrir a investigação que apura um suposto esquema de “rachadinha” no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Além dele, outras 25 pessoas voltam a ser investigadas.

A decisão partiu da Procuradoria-Geral de Justiça, que identificou falhas em diligências realizadas na apuração anterior. Segundo o órgão, algumas medidas consideradas essenciais não teriam sido esgotadas, o que justificaria a retomada das investigações para aprofundamento dos fatos.

O que é investigado

O caso envolve suspeitas de prática conhecida como “rachadinha”, quando assessores nomeados em gabinetes parlamentares devolveriam parte dos salários ao político ou a terceiros indicados por ele. A prática, se comprovada, pode configurar crimes como peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As suspeitas são relacionadas ao período em que Carlos Bolsonaro exercia mandato de vereador no Legislativo carioca. Ele foi vereador por diversos mandatos consecutivos antes de deixar o cargo.

Fundamentação da reabertura

De acordo com a decisão, a análise interna do Ministério Público apontou que a investigação anterior pode não ter aprofundado suficientemente determinadas provas documentais e financeiras. A Procuradoria-Geral de Justiça entendeu que ainda há elementos a serem esclarecidos, inclusive com a realização de novas diligências e eventual oitiva de envolvidos.

A reabertura não significa denúncia ou condenação, mas sim a retomada da fase investigativa.

Defesa

Até o momento, a defesa de Carlos Bolsonaro sustenta que não houve irregularidades no gabinete e que as acusações já foram analisadas anteriormente. O ex-vereador nega a prática de rachadinha e afirma que as investigações anteriores não comprovaram qualquer ilegalidade.

Os demais investigados também poderão se manifestar no curso do procedimento.

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