Guardas municipais do Rio fazem paralisação e passeata nesta segunda-feira

A manifestação é um movimento com bandeira política que não tolera os avanços em trâmite”, afirmou Gutemberg.

Os guardas municipais do Rio vão fazer uma manifestação, nesta segunda-feira (dia 10), a partir das 10h, com passeata saindo do Batalhão da GM do Rio, em São Cristóvão até a sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. A Associação Frente Manifestante  que representa um grupo desses servidores alega que a Prefeitura do Rio não está implementando as promoções de carreira previstas em lei.

Os guardas também pedem reajuste do ticket-alimentação, que permanece com o mesmo valor de R$ 360 desde 2012.

Em nota, a Guarda Municipal disse que cumpre a determinação prevista em decreto do Executivo, que limita os gastos com pessoal quando o município atinge o limite prudencial previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

“O decreto autoriza contratações somente para reposição de cargo, emprego ou função decorrentes de aposentadorias e falecimentos ocorridos nas áreas de Saúde, Educação e Segurança, e também estabelece vedações como a concessão de aumento, reajuste ou adequação da remuneração; criação de cargo, emprego ou função; alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa, entre outras medidas”, afirmou a nota.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) enviou nota, na tarde deste sábado, na qual afirmou que a paralisação só pode ser aprovada por assembleia dos guardas municipais e que a manifestação é uma “tentativa de criar alarde”.

“A manifestação tem objetivo puramente político de uma minoria inconformada com os avanços alcançados pela atual gestão na área. O regime de cotas extras passou por ampla revisão para beneficiar um número maior do efetivo com mais recursos. As cotas serão estendidas aos agentes que aderirem ao programa Rio+Seguro. O mesmo ocorre com os voluntários do carnaval e réveillon deste ano. Já o plano de cargos, carreiras e salários da categoria passa por análise avançada”.

Na nota, o secretário da Seop, Gutemberg Fonseca lembrou que novos fluxos de caixa estão previstos em caso de aprovação, pelo Legislativo municipal, do projeto de lei que pretende liberar o uso de arma de fogo para a Guarda Municipal do Rio. “É um divisor de águas que permitirá a instituição se beneficiar com repasses do Fundo Nacional da Ordem Pública para investimento na capacitação e valorização do efetivo. A manifestação é um movimento com bandeira política que não tolera os avanços em trâmite”, afirmou Gutemberg.

Além disso, verifique

Câmara aprova PEC que amplia imunidade tributária para igrejas

Proposta ainda depende de aprovação em segundo turno e também do Senado. Publicado em 30 …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *