Metade da população deve ser impactada; país já registra três mortes e alerta máximo é emitido também para Cuba.

O Caribe enfrenta uma das piores tempestades de sua história. O furacão Melissa, classificado na categoria 5 a mais alta na escala Saffir-Simpson, avança em direção à Jamaica com ventos que ultrapassam 280 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos. A chegada ao solo jamaicano está prevista para a manhã desta terça-feira (28), com impacto direto também sobre Cuba nas horas seguintes.
De acordo com a Cruz Vermelha Internacional, metade da população da Jamaica deve ser afetada pelos efeitos da “tempestade do século”. As autoridades locais confirmaram três mortes no país e outras quatro vítimas fatais em ilhas vizinhas, totalizando sete mortes no Caribe até o momento.
O governo jamaicano declarou estado de emergência nacional, ordenando o fechamento de escolas, portos e aeroportos, enquanto milhares de pessoas buscam abrigos. Imagens de Kingston e Montego Bay mostram ruas completamente alagadas, postes derrubados e prédios destelhados.
Meteorologistas alertam que Melissa pode se tornar o furacão mais destrutivo da história recente do Atlântico, superando fenômenos como Irma (2017) e Dorian (2019). A previsão é de chuvas torrenciais, deslizamentos e marés acima de 5 metros em áreas costeiras.
O primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness, pediu calma à população, mas classificou a situação como “catastrófica e sem precedentes”. Ele reforçou que equipes de emergência e socorro estão mobilizadas em todo o território.
As autoridades cubanas, por sua vez, ordenaram a evacuação preventiva de comunidades nas províncias de Santiago de Cuba, Holguín e Guantánamo, por onde o furacão deve passar ainda nesta terça-feira à noite.
“Estamos diante de uma força da natureza de magnitude histórica”, alertou a Cruz Vermelha. “A prioridade agora é salvar vidas.”
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