Passagem, um dos maiores pontos de tensão da guerra.

Publicado em: 17 de abril de 2026
O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para a circulação de embarcações, enquanto estiver em vigor o cessar-fogo com os Estados Unidos. A medida permite o tráfego livre de navios até o fim da trégua, previsto para a próxima quarta-feira (22).
A decisão foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, que declarou que a passagem estará “totalmente aberta” para todos os navios mercantes durante o período restante do acordo.
O anúncio ocorre em meio a uma tentativa de redução das tensões no Oriente Médio, após semanas de confrontos que impactaram diretamente o fluxo marítimo na região. O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais estratégicos do mundo, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, e sua paralisação recente afetou fortemente o comércio internacional e os preços da energia.
A reabertura está vinculada ao cessar-fogo mais amplo envolvendo conflitos na região, incluindo a trégua entre Israel e Líbano mediada pelos Estados Unidos. Durante esse período, o Irã se compromete a garantir a segurança da navegação, seguindo rotas coordenadas por sua autoridade portuária.
A medida foi bem recebida internacionalmente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a decisão, destacando o impacto positivo para a estabilidade do comércio global e do mercado de petróleo. Apesar disso, autoridades americanas indicaram que outras medidas de pressão, como o bloqueio naval contra o Irã, podem continuar até um acordo definitivo entre os países.
Especialistas avaliam que a reabertura do estreito pode aliviar tensões nos mercados e contribuir para a queda dos preços do petróleo, após semanas de alta provocada pelo risco de interrupção no fornecimento global.
Mesmo com o avanço diplomático, o cenário ainda é considerado instável, já que o cessar-fogo tem prazo definido e depende do andamento das negociações entre Teerã e Washington. Caso não haja acordo, há risco de novas restrições no estreito, o que poderia voltar a pressionar a economia mundial.

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