O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta.

Publicado em: 15 de outubro de 2026
O Senado Federal aprovou, na quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e tem direito a um dia de descanso. A proposta estabelece dois dias de folga por semana, sem redução salarial, e representa uma mudança nas regras de jornada de trabalho no Brasil.
A matéria recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único parlamentar a votar contra o texto, conforme as informações divulgadas sobre a sessão.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou espaço no debate público nacional, especialmente diante das reivindicações de trabalhadores por mais tempo de descanso, convivência familiar e qualidade de vida.
O QUE MUDA COM O FIM DA ESCALA 6X1?
Atualmente, a escala 6×1 é utilizada em diferentes setores da economia, como comércio, supermercados, restaurantes, hotéis, serviços e atividades industriais. Nesse regime, o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para cada dia de descanso, respeitadas as regras legais e os acordos aplicáveis.
Com a proposta aprovada pelo Senado, a intenção é garantir dois dias de folga por semana, sem redução do salário. A mudança poderá exigir uma reorganização das escalas, dos horários e da distribuição das equipes, principalmente em atividades que funcionam diariamente.
O alcance efetivo da alteração dependerá da redação final da proposta e das regras de implementação previstas no texto aprovado.
TRABALHADORES PODEM TER MAIS TEMPO DE DESCANSO
A redução dos dias consecutivos de trabalho é defendida por representantes de trabalhadores que apontam a importância do descanso para a saúde, o convívio familiar e a vida social.
A possibilidade de ampliar o período de folga também alimenta o debate sobre produtividade e organização do mercado de trabalho. Empresas de setores que dependem de atendimento contínuo poderão precisar rever turnos, contratar funcionários ou redistribuir jornadas para manter o funcionamento dos serviços.
Por outro lado, a implementação da mudança envolve discussões sobre custos operacionais, disponibilidade de mão de obra e adaptação das atividades econômicas.
APROVAÇÃO NO SENADO NÃO SIGNIFICA MUDANÇA IMEDIATA
Apesar da aprovação expressiva, a votação no Senado, por si só, não significa que a nova regra já esteja em vigor. Uma Proposta de Emenda à Constituição precisa cumprir o procedimento legislativo previsto na Constituição Federal, incluindo as votações exigidas nas duas Casas do Congresso Nacional.
Por isso, é necessário verificar a tramitação da matéria e se o texto aprovado pelo Senado ainda depende de análise da Câmara dos Deputados ou de outras etapas legislativas.
Até a conclusão do processo e a eventual promulgação da emenda, as regras vigentes sobre jornada e descanso continuam sendo a referência para empregadores e trabalhadores.
A aprovação representa, portanto, um novo capítulo da discussão sobre a escala 6×1 e a reorganização da jornada de trabalho no país.

Rede TV Mais A Notícia da sua cidade!
