COM POSSÍVEL ELEIÇÃO EM 2ª TURNO BASTIDORES DA POLÍTICA DE MAGÉ SE MOBILIZAM EM BUSCA DE ADESÕES

 Pelo menos 3 candidatos devem disputar a majoritária no próximo pleito. 

Longe da observação do cidadão comum, e muito próximo dos observadores da política local, o pleito para as eleições municipais de 2024, já é uma realidade em Magé. Pretensos candidatos, (majoritários), já começam a mapear os distritos e respectivas lideranças das zonas eleitorais, (110ª e 148ª), responsáveis pelo pleito na cidade. 

Ainda sem a certeza ou confirmação dos órgãos eleitorais, se será ou não possível totalizar 200 mil eleitores, regra estabelecida para pleito em 2º turno, agremiações partidárias e políticas, se antecipam para estabelecer contatos com os principais atores da festa democrática, e garantir alianças que possam assegurar apoios com olhos ao resultado final das urnas. 

Em Primeira Análise

Apontar os elegíveis faltando mais de um ano e meio do pleito, seria como acertar na Mega-Sena com um bilhete único de seis números, todavia, bons observadores já identificam as probabilidades de ascensão ao cargo máximo do executivo mageense. 

Sem veredicto para eleições em dois turnos, caberia uma análise preliminar de eleição em tuno único. Ao tomar como base as eleições de 2020, no quadro abaixo, é possível identificar que a diferença de votos apurados nas urnas na totalização final, apontou 5. 844 votos distanciou o oponente candidato Ricardo da Karol (PSC), do vencedor do pleito majoritário, o ex-deputado estadual Renato Cozzolino (PP). 

Quando comparado a diferença de votos entre o segundo e terceiro colocado, os números são ainda mais apertados. Distanciados por apenas 615 votos, Ricardo ficou a frente de Rogério do Valle (PL), apenas por: 0, 46% dos votos apurados. Em uma eleição de segundo turno, a matemática seria infalível, consagrando a união do segundo colocado, 30.634 votos, com o terceiro, 30.o19 votos, totalizando 60.653 votos.

Nesse exemplo, a totalização de votos do mais votado, Renato, com 36.478 com os demais 5ª colocado, Sargento Lopes (PSD), com 8.953 somados a 6ª colocada, Jane Reis (MDB) 7. 966, somariam 53.397 votos, dando assim a vitória a Ricardo da Karol, tomando como exemplo as adesões de Lopes e Jane Reis, aliados a Renato, evidenciados hoje por Lopes indicado na Secretaria de Ordem Pública e Jamille, vice-prefeita,  filiada ao partido MDB dos Reis em Magé.   

Porém, porém, como costuma prenunciar o amigo e blogueiro Tarja Preta, ‘Sem partido’, comentarista oficial de notícias prontas, indagaria sobre o quarto colocado, que sem pedaladas, colocou nas urnas 20.429 votos, ou 15,19%  dos eleitores indicaram  nas urnas, se consagrando o fiel da balança eleitoral, sim ele mesmo, o candidato Boneco (PMN),  que caso em eleição de dois turnos optasse por abraçar Renato ou Ricardo, tomando como exemplo qualquer das opções acimas, definiria a eleição em dois turnos.  

diferença de 4, 35% pontos percentuais, polarizada entre dois candidatos, pode depender das escolhas e adesões estabelecidas muito antes das eleições, e que já antecipa os primeiros passos dos dirigentes partidários a buscar diálogo para estabelecer frentes de alianças municipais visando o trono do Palácio Anchieta. 

 

A Matemática e a política

Tanto quanto a importante análise matemática, a política sem desprezar os números, se atém prioritariamente as movimentações de alianças e adesões de apoio. Nesta via tortuosa, onde eleitores acabam optando por escolher suas preferências para governar o município, é que habita o fenômeno de convencimento do voto. Essas denominadas bases eleitorais, compostas por escolha de candidatos através de partidos, formação de nominatas, encabeçam os primeiros passos de uma campanha bem sucedida. Essas estratégias, capitaneadas por experimentados agentes partidários, vão apontar aos eleitores o melhor caminho para se chegar ao convencimento do melhor avaliado candidato a assumir o mandato de quatro anos sob o comando do Poder executivo municipal. 

No jogo político, além das estratégias da organização e escolhas de apoios, vale ressaltar outros aliados a uma campanha bem sucedida: As pesquisas eleitorais, que divulgam a ‘Preferência’ da maioria da população em torno de um candidato, reuniões de militantes em bairros com eleitores, políticos de mandato engajados em campanhas, são algumas das muitas estratégias no convencimento do voto, já consagrados em pleitos. 

Tô na Rede

As Redes Sociais se estabelecem hoje como um grande aliado de eleitores e políticos, que através de voluntárias declarações de apoio a determinados candidatos, estão sobre a ótica dos eleitores e podem ajudar a determinar o vencedor do pleito. O que observamos, é que em determinado momento, as redes sociais refletem quase sempre, as diretrizes já implementadas, indicando candidatos com maiores possibilidades de vitória, polarizado quase sempre em torno de dois candidatos, situação e oposição. Que os digam os especialistas de marketing político, campeões na indução de voto.

Quem e quantos serão os elegíveis mageenses

Tendo como base a eleição anterior, 2020, devem retornar a disputa majoritária os mesmos personagens políticos do último pleito, com algumas alterações. O destaque fica por conta de dúvidas quanto a candidatura de Renato Cozzolino, que pode estar se preparando para voos mais audaciosos na política, mas deixaria sua irmã e vice-prefeita Jamille Cozzolino como natural sucessora, ditados internamente nos bastidores, que segundo ainda,  não haveria impedimento do próprio prefeito ser o candidato.  A atual máquina administrativa da cidade, tem uma condição diferenciada de popularidade, conta com uma administração regular e se destaca com bons serviços prestados a população. Transformada em canteiros de obras por todos os distritos. O prefeito deve entregar a cidade com muitas melhorias, revitalizando bairros, ampliação da rede de saúde e demais iniciativas de avanços.

Ricardo da Karol, aposta na ampliação de sua rede de contatos políticos para avançar com adesões importantes para disputar com mais vigor o cargo majoritário, segundo colocado na última eleição, com diferença próxima ao prefeito eleito, como observado nas análises descritas acima, a consolidação de alianças, em possível segundo turno, pode colocar  Ricardo em disputa acirrada e polarizada com o atual mandatário da cidade, dando condições de unir forças com apoiadores de primeiro turno para superar desvantagens em distritos onde os Cozzolinos detém fortes vínculos com eleitorado. O jogo está sobre a mesa, tudo depende de como os candidatos se comportarão diante da possibilidade de uma eleição atípica que poderá acontecer na cidade. União e alianças são as palavras chave dessa disputa.

Quem corre, ou melhor dizendo, pedala, para chegar ao pódio no Palácio Anchieta, é Carlos Henrique Rios Lemos, o popular ‘Boneco’, detentor de  15.19% dos votos  da cidade na última eleição majoritária da cidade. Em carreira solo, Boneco reúne todas as condições para despontar como bom páreo nas próximas eleições, todavia em pleito de turno único, a divisão de votos privilegia o atual mandatário da cidade. Todos apostando em eleição de segundo turno, onde parece ser o único caminho para derrotar a atual gestão, que ainda assim, não será fácil, levando-se em conta as dificuldades de união das oposições e o bom desempenho de Renato frente a administração.

Zé Augusto Nalin,  vem mantendo seu posicionamento de entendimento com todas as correntes políticas da cidade, em recente bate papo em nossa redação, o empresário e político, declarou que as apostas estão a mesa, e não arriscou uma afirmativa de possível candidatura, todavia, se organiza para compor frente futura para ou se candidatar ou apoiar um candidato, seja como vice ou mesmo encabeçando uma chapa. Mas sabemos que o coração do político mageense bate mais forte pelo legislativo federal, em Brasília onde parece ter feito muito bem a Nalin e de quebra ajudou muitos municípios do RJ.

Rogério do Valle, parece já ter definido seus aliados e segue, segundo a boca pequena, apoiando a atual gestão e deve ser candidato a vereador no pleito proporcional, retornando a Casa de Leis, onde foi presidente do legislativo e tem ótimo relacionamento político com os demais vereadores, os quais liderou durante sua atuação na Câmara. Terceiro colocado nas últimas eleições, Rogério conquistou 22,32% do eleitorado municipal, que colocou nas urnas 30.019 votos, um excelente desempenho, que por pouco não o consagra prefeito, colocando-o com representatividade na disputa de qualquer cargo eletivo.   

 A eleição em dois turnos somente ocorre em pleitos realizados pelo sistema majoritário, mais especificamente nas disputas para os cargos de presidente da República, governador de estado ou prefeito. A eleição em segundo turno para prefeito somente pode ocorrer nos municípios com mais de 200 mil eleitores.

Segundo a Constituição, um candidato para ser eleito necessita da maioria absoluta (mais da metade) dos votos

Para se considerar eleito, é necessário que um dos candidatos ao cargo em disputa obtenha – numa primeira ou única votação (primeiro turno), ou numa seguinte, se necessária (segundo turno) – a maioria absoluta (metade mais um) dos votos válidos. Não se computam, nesse caso, os votos em branco e os nulos.

Se nenhum candidato ou candidata alcançar a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno, será realizado um segundo turno entre os dois mais votados na primeira etapa. Considera-se, então, eleita a pessoa que obtiver a maioria dos votos válidos no segundo turno.

Dos 96 municípios brasileiros que podem ter segundo turno em eleição, ou seja, cidades com mais de 200 mil eleitores. A quantidade corresponde a 1,7% dos municípios do país. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral e se referem ao mês de junho de 2020.

Ao longo do ano, vamos atualizando os números dos candidatos a prefeito da cidade, contando com a colaboração dos futuros candidatos, demostrando suas intenções de participação no pleito, bem como enviando os perfis para nosso E-mail: mage.online@hotmail.com 

Por: Antonio Alexandre, Eleições 2024 

 

 

 

 

 

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