Os três homens foram atendidos no hospital municipal em Petrópolis.

Três brigadistas foram encurralados pelo fogo e ficaram feridos no topo de uma montanha, a 1.600 m de altitude, no Parque Nacional Serra dos Órgãos (Parnaso), na Região Serrana do Rio, e andaram 1h30 até chegar a base . Eles trabalhavam com outros 14 brigadistas no km 13 da RJ-495, estrada que liga Petrópolis a Teresópolis.
De acordo com o chefe de brigada, Luiz Felipe Pimentel, mesmo feridas,as vítimas conseguiram uma rota de fuga. A Secretaria de Saúde do município informou que eles chegaram lúcidos e com ferimentos leves ao Hospital Alcides Carneiro (HAC), em Petrópolis.
Segundo o órgão, os brigadistas foram hidratados, medicados e receberam curativos. A secretaria informou ainda que dois já receberam alta e o terceiro continua internado na unidade em observação, por ter ficado mais exposto a fumaça.

De acordo com o chefe de brigada do Parnaso, outros 13 brigadistas faziam o combate nas laterais da montanha. As chamas começaram por volta das 22h de domingo (24) e atingiram uma área de, aproximadamente, 150 hectares, equivalente a 170 campos de futebol. Ele disse que o fogo chegou próximo às casas, mas foi extinto na área e nenhum morador se feriu.
Pimentel disse que o trabalho no topo da montanha foi interrompido na tarde desta segunda porque “não tinha mais segurança para fazer o combate por terra, na área que é de difícil acesso”. Ele afirmou que foi solicitada uma aeronave ao Corpo de Bombeiros do Rio.
Além da equipe do Parnaso, os bombeiros informaram que, pelo menos, 17 militares, sendo 12 de Petrópolis e cinco de Teresópolis, atuaram no local durante todo o dia. Um helicóptero da Polícia Civil também sobrevoou a área para saber a extensão do incêndio.

Durante o combate, foram usados abafadores e bomba costal com 20 litros de água. Pimentel informou também que os militares utilizaram enxada, facão e foice para cortar a vegetação, além de machado e moto serra para cortar os troncos que estavam no caminho.
O chefe da brigada suspeita que incêndio seja criminoso.
“Moradores da região informaram que viram um carro parando e uma pessoa colocando fogo nas margens da BR-495”, revela Pimentel.
Setembro mais seco da última década
Luiz Felipe Pimentel afirmou que a baixa umidade contribui para que as chamas se alastrem e disse que este é o mês de setembro mais seco dos últimos 10 anos. Segundo ele, o último registro de chuva na região foi no dia 1º de setembro, quando choveu 16 mm.
De acordo com o chefe de brigada, o incêndio causa prejuízos para a flora e fauna, além de fazer com que as nascentes da região sequem.
Fonte: G1
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