Bangladesh confirma morte por vírus Nipah e OMS reforça vigilância

O Nipah é uma doença infecciosa rara e grave, com taxa de letalidade estimada entre 40% e 75%.

Publicado em: 09 de fevereiro de 2026

Autoridades de saúde de Bangladesh e a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmaram a morte de uma mulher infectada pelo vírus Nipah (NiV), um patógeno zoonótico altamente letal, no norte do país.

O caso fatal registrado na divisão de Rajshahi, mais especificamente no distrito de Naogaon ocorreu em janeiro, mas foi tornado público pelas autoridades de saúde e pela OMS no início de fevereiro. A paciente, uma mulher entre 40 e 50 anos, apresentou os primeiros sintomas no dia 21 de janeiro, incluindo febre, dor de cabeça e sinais neurológicos como desorientação e convulsões.

Após piora do quadro clínico, a paciente foi internada no dia 27 de janeiro e morreu no dia seguinte. Amostras coletadas confirmaram a presença do vírus Nipah.

Transmissão e investigação epidemiológica

Segundo o relatório da OMS, a vítima não havia viajado recentemente, mas consumiu seiva crua de tamareira alimento conhecido por ser uma das principais fontes de transmissão do vírus, especialmente quando contaminado por morcegos frugívoros (Pteropus spp.), reservatórios naturais do NiV.

Após a confirmação laboratorial em 29 de janeiro, equipes de vigilância identificaram 35 pessoas que tiveram contato com a paciente. Todos os contatos foram monitorados e testaram negativo até o momento, e não foi detectado nenhum novo caso associado ao surto atual.

Risco de propagação e resposta internacional

O Nipah é considerado um dos vírus com maior taxa de mortalidade entre zoonoses conhecidas, com uma taxa de letalidade que pode chegar a 40% a 75%, dependendo da resposta de saúde pública local. Não há medicamentos específicos ou vacina licenciada para tratar a infecção, e o tratamento se concentra em suporte clínico intensivo.

Apesar da gravidade individual da doença, a OMS avalia que o risco de disseminação internacional do vírus permanece baixo neste momento, uma vez que não há evidência de transmissão sustentada entre humanos no surto atual.

No entanto, países vizinhos estão reforçando medidas de vigilância, incluindo rastreio em pontos de entrada internacional, em resposta também a casos relatados na Índia, onde o NiV tem sido detectado recentemente em estados fronteiriços.

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