Templo dedicado a Nossa Senhora da Piedade, com 276 anos de história, passou por restauração e voltou a receber fiéis em celebração realizada na terça-feira 1/9.

Data de publicação: 2 de setembro de 2026
Depois de quase 20 anos de portas fechadas, a Matriz de Nossa Senhora da Piedade, em Magé, na Baixada Fluminense, voltou a receber fiéis. O templo, construído há 276 anos, passou por um amplo processo de restauração que recuperou elementos históricos e artísticos e contribuiu para preservar parte importante da memória religiosa e cultural do município.
A reabertura oficial ocorreu na noite de 1º de setembro de 2026, durante uma Santa Missa presidida pelo bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Joel Portella Amado. A celebração marcou o reencontro da comunidade com um dos mais importantes templos históricos de Magé.
O retorno da igreja às atividades religiosas foi acompanhado de emoção pelo pároco da Matriz de Nossa Senhora da Piedade, padre Leonardo Tassinari Resende. Para ele, a reabertura representa a concretização de uma espera que envolveu toda a comunidade.
“Eu estou, eu diria, um tanto quanto emocionado por ter o privilégio de poder abri-la e devolvê-la para esta comunidade, uma comunidade muito fervorosa, muito participativa e que tem aguardado e por isso tem feito de tudo para que essa Igreja pudesse voltar”, afirmou o sacerdote.
RESTAURAÇÃO RECUPEROU PARTE DA HISTÓRIA
O trabalho realizado na matriz teve como foco a recuperação de elementos que ajudam a contar a história do templo e da própria região. Além do aspecto religioso, a intervenção buscou preservar características arquitetônicas e artísticas que atravessaram gerações.
A importância histórica da igreja está diretamente relacionada à devoção a Nossa Senhora da Piedade, uma tradição que se consolidou em Magé e acompanhou o desenvolvimento da região.
O padre José Luiz Montezano, responsável pela preservação histórica das igrejas da Diocese de Petrópolis, destacou justamente essa relação entre a matriz, a devoção mariana e a formação histórica do município.
“Eu acho que o mais importante é que o município de Magé é dedicado à Maria. A devoção à Nossa Senhora da Piedade que brota do caminho também do ouro que brota no fundo da Bahia aqui de na no bairro chamado Piedade e subia para Teresópolis, ia para vários cantos porque a devoção era forte”, explicou.
A fala do sacerdote reforça que a história da matriz não pode ser dissociada das antigas rotas de circulação e da expansão da devoção religiosa pela região.

UM TEMPLO QUE ATRAVESSOU GERAÇÕES
Com 276 anos, a Matriz de Nossa Senhora da Piedade é um dos símbolos históricos de Magé. O templo possui características da arquitetura colonial e barroca e está inserido no patrimônio histórico do município.
A igreja também é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), o que reforça seu valor arquitetônico e cultural.
Durante o período em que permaneceu fechada, a comunidade acompanhou a expectativa pela recuperação do espaço. Agora, com a conclusão da restauração, o templo volta a cumprir sua função religiosa e a integrar novamente o cotidiano dos moradores.
REABERTURA MARCA NOVO CAPÍTULO
A Santa Missa de 1º de setembro representou o ponto alto desse processo. Presidida por Dom Joel Portella Amado, a celebração reuniu fiéis em uma noite de significado especial para a comunidade católica mageense.
A reabertura também transforma a restauração em um novo capítulo da história da matriz. Depois de quase duas décadas fechada, Nossa Senhora da Piedade volta a abrir suas portas não apenas como patrimônio histórico, mas como lugar de fé, oração e encontro para os moradores de Magé.
A recuperação do templo preserva o passado e, ao mesmo tempo, permite que novas gerações continuem construindo sua história dentro da igreja.

Fonte: Vinicius Cruz / Canção Nova e Diocese de Petrópolis.
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