Equipamentos capazes de bloquear sinais de radiofrequência a até três quilômetros serão utilizados para reforçar a segurança pública e combater o uso de drones por criminosos.

Publicado em 23 de outubro de 2026
A Polícia Militar e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro receberam, nesta quinta-feira (22), os primeiros exemplares de fuzis antidrones destinados a reforçar as ações de combate ao crime organizado. Os equipamentos foram entregues por representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em uma iniciativa que envolveu investimento de R$ 5 milhões.
Conhecidos popularmente como “bazucas antidrones”, os dispositivos são projetados para interromper sinais de radiofrequência utilizados na comunicação entre aeronaves remotamente pilotadas e seus operadores. Com alcance de até três quilômetros, os equipamentos podem neutralizar a operação de drones, ampliando os recursos tecnológicos disponíveis para as forças de segurança fluminenses.
Tecnologia para enfrentar o crime organizado

O uso de drones representa um desafio crescente para as autoridades de segurança pública. Esses equipamentos podem ser utilizados para observar a movimentação de policiais, monitorar operações, identificar a presença de forças de segurança e auxiliar na comunicação entre integrantes de organizações criminosas.
Em determinadas situações, os dispositivos também podem ser empregados para transportar objetos ilícitos ou apoiar atividades criminosas, o que exige novas estratégias de prevenção e resposta por parte das forças policiais.
Com a incorporação dos fuzis antidrones, a expectativa é ampliar a capacidade de atuação das equipes em operações que envolvam a utilização irregular dessas aeronaves, especialmente em áreas consideradas estratégicas para o enfrentamento das organizações criminosas.
Como funcionam os fuzis antidrones?
Diferentemente das armas de fogo convencionais, os equipamentos antidrones atuam por meio de interferência eletrônica. Eles emitem sinais que podem interromper a comunicação entre o drone e seu controlador ou afetar os sistemas de navegação da aeronave, dependendo da tecnologia utilizada.
Quando a comunicação é comprometida, o drone pode executar um procedimento automático de segurança, retornar ao ponto de origem, pousar ou perder determinadas funcionalidades. A reação depende do modelo da aeronave e de seus sistemas de proteção.
O alcance informado de até três quilômetros oferece às equipes policiais a possibilidade de atuar a uma distância considerável do equipamento suspeito. No entanto, a eficácia depende de fatores como as frequências utilizadas, as condições do ambiente e as características técnicas do drone.
Reforço na segurança pública do Rio
A entrega dos equipamentos representa um investimento em tecnologia aplicada à segurança pública e na modernização dos recursos disponíveis para as polícias fluminenses.
A utilização desses dispositivos poderá contribuir para operações mais preparadas diante de ameaças que envolvam aeronaves remotamente pilotadas, desde que integrada ao planejamento operacional e aos protocolos de segurança das corporações.
O emprego da tecnologia também exige treinamento especializado, avaliação dos riscos e respeito às normas aplicáveis, uma vez que a interferência em radiofrequências pode afetar outros sistemas de comunicação e navegação.
Até o momento, as informações divulgadas não detalham a quantidade exata de equipamentos entregues nesta primeira remessa, a distribuição entre as duas corporações nem o cronograma para o início de sua utilização operacional.
Combate ao crime exige integração e inteligência
A incorporação dos fuzis antidrones amplia o conjunto de ferramentas tecnológicas que podem ser utilizadas pelas forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado. Entretanto, os resultados dependerão também da integração entre as polícias, do trabalho de inteligência, da capacitação dos agentes e do planejamento das operações.
A iniciativa ocorre em um cenário no qual as organizações criminosas buscam incorporar novas tecnologias às suas atividades, exigindo que o poder público acompanhe essa evolução e desenvolva mecanismos capazes de prevenir e neutralizar ameaças.
Com investimento de R$ 5 milhões, a aquisição dos equipamentos marca mais uma etapa na busca por soluções tecnológicas para fortalecer a segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

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