Consenso de oito pontos foi anunciado após encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Washington e prevê redução recíproca de tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos, além de novas negociações sobre IA.

Publicado em 26 de setembro de 2026
A China anunciou neste sábado (26) que chegou a um novo entendimento com os Estados Unidos para reduzir tarifas comerciais e ampliar a cooperação em áreas estratégicas, incluindo a inteligência artificial (IA). O acordo foi construído durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, onde se reuniu com o presidente norte-americano, Donald Trump.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, os dois países alcançaram um consenso de oito pontos, que inclui uma proposta de redução recíproca de tarifas envolvendo aproximadamente US$ 30 bilhões (cerca de R$ 156 bilhões) em produtos considerados não sensíveis. A medida representa uma tentativa de reduzir as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
ACORDO COMERCIAL PREVÊ REDUÇÃO DE TARIFAS
O entendimento prevê a redução de tarifas sobre determinados produtos comercializados entre os dois países. A proposta está relacionada à criação de um mecanismo bilateral denominado Board of Trade, que deverá tratar de questões comerciais e acompanhar a implementação dos compromissos assumidos.
O acordo, porém, não significa uma eliminação geral das tarifas existentes entre China e Estados Unidos. As negociações continuam envolvendo setores considerados estratégicos, e vários pontos da disputa comercial permanecem sem solução.
Além das tarifas, os dois governos também discutiram comércio de produtos agrícolas, minerais estratégicos e outras questões relacionadas às cadeias de fornecimento.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ENTRA NA AGENDA BILATERAL
Outro ponto considerado relevante foi a decisão de iniciar um diálogo formal sobre inteligência artificial.
A iniciativa pretende criar um canal para que Washington e Pequim discutam os riscos e benefícios da tecnologia, incluindo questões de segurança e possíveis formas de evitar o uso indevido de sistemas avançados de IA.
Antes da reunião entre os presidentes, autoridades dos dois países já haviam discutido a criação de mecanismos de comunicação relacionados a incidentes envolvendo inteligência artificial. As conversas também incluíram questões de segurança e comunicação em situações de crise.
Xi Jinping afirmou durante a visita que, embora China e Estados Unidos sejam concorrentes no desenvolvimento da IA, existem razões para que os dois países cooperem. O presidente chinês defendeu que a tecnologia permaneça sob controle humano e seja utilizada para fins que contribuam para o desenvolvimento e o bem-estar da população.
TRÉGUA COMERCIAL É MANTIDA
O entendimento ocorre em meio a uma tentativa dos dois governos de preservar uma trégua comercial construída ao longo dos últimos meses.
Apesar dos avanços anunciados, permanecem divergências importantes entre Washington e Pequim. Entre os assuntos mais sensíveis estão as restrições norte-americanas a tecnologias avançadas, o acesso a chips de inteligência artificial, minerais estratégicos e questões geopolíticas envolvendo Taiwan e Irã.
Analistas ouvidos pela imprensa internacional destacam que o acordo representa uma redução das tensões em algumas áreas, mas não encerra a disputa estratégica entre as duas potências. O encontro também deixou questões importantes para futuras negociações.
NOVOS ENCONTROS DEVEM OCORRER
A visita de Xi Jinping a Washington terminou após três dias de reuniões e compromissos oficiais. O encontro com Trump foi acompanhado de uma agenda que incluiu comércio, inteligência artificial, segurança, minerais estratégicos e questões internacionais.
O governo chinês afirmou que os dois países pretendem construir uma relação de “estabilidade estratégica construtiva”, baseada em respeito, reciprocidade e equilíbrio.
O novo entendimento deverá agora ser transformado em medidas concretas pelas equipes técnicas dos dois governos. A implementação dos compromissos será acompanhada de perto pelos mercados e pelo setor empresarial, principalmente diante do peso das relações comerciais entre China e Estados Unidos.
Em síntese, o acordo anunciado neste sábado reduz parte das tensões comerciais e abre um novo canal de negociação sobre inteligência artificial, mas não representa o fim das disputas econômicas e estratégicas entre Washington e Pequim.

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