Filha de sargento, a oficial alcança o topo da pirâmide estratégica da Polícia Militar após 34 anos de serviço, tornando-se a mulher mais poderosa na hierarquia da corporação.

Publicado em 14 de abril de 2026
O Rio de Janeiro assiste a um capítulo inédito em quase dois séculos de história da Polícia Militar. Após 34 anos de uma trajetória moldada pelo pátio dos quartéis e pelo rigor das ruas, a Coronel Andréia Ferreira da Silva Campos “estourou a bolha” do oficialato. Ao assumir a Subsecretaria e a Chefia de Gabinete do Comando-Geral, ela não ocupa apenas uma cadeira: ela ocupa um espaço que, até então, parecia reservado exclusivamente aos homens.
A história de Andréia não começa nos gabinetes climatizados, mas no exemplo dentro de casa. Filha do Sargento Ferreira, ela cresceu ouvindo o som das fardas engomadas e compreendendo, desde cedo, o peso do juramento de proteger a sociedade. O que era admiração pelo pai transformou-se em destino. Ingressando na corporação em uma época em que o espaço feminino era restrito a funções administrativas, ela escolheu o caminho da liderança operacional.

Sua ascensão não foi por acaso, mas por estratégia e resiliência. Ao longo de mais de três décadas, Andréia Ferreira comandou batalhões de peso, como o 25º BPM (Cabo Frio) e o 37º BPM (Resende), 34ª BPM de Magé/Guapimirim, provando que a mão que lidera o policiamento ostensivo em áreas críticas não tem gênero, tem competência.
A ascensão de Andréia não foi construída apenas dentro dos muros dos batalhões. Por onde passou — ela implementou uma marca registrada: a comunicação direta. Contrariando o antigo distanciamento militar, a Coronel abriu canais de diálogo com a população, ouvindo munícipes e compartilhando, em tempo real, as dores e soluções da segurança local. Essa gestão participativa transformou a polícia em uma aliada de confiança das comunidades, provando que a segurança se faz com inteligência, mas também com escuta.

Essa sensibilidade estratégica tem raiz. Filha do Sargento Ferreira, Andréia cresceu vendo o exemplo de dedicação do pai à corporação. O que era admiração familiar tornou-se um destino de liderança. Ingressando na PMERJ em uma época de espaços restritos para mulheres, ela escolheu o caminho da linha de frente. Sua trajetória é a prova de que a mão que lidera o policiamento ostensivo em áreas críticas não tem gênero, tem competência e coragem.
Ao alcançar o cargo de Subsecretária em março de 2026, como braço direito do Secretário de PM, ela rompe uma barreira secular. Sua nomeação é o reconhecimento de que a força da mulher na segurança pública não é mais um complemento, mas o próprio alicerce da nova gestão. Para as jovens soldados que hoje prestam continência, a Coronel Andréia é a prova viva de que o topo é um lugar possível para quem sabe honrar o legado do passado enquanto escreve, com punho firme e olhar humano, o futuro da instituição.

O sargento Ferreira é frequentemente citado como a grande inspiração para a carreira da Coronel Andréia Ferreira da Silva Campos. Ele foi praça da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e sua trajetória na corporação motivou a filha a ingressar na instituição, onde ela hoje ocupa o cargo de subsecretária e chefe de gabinete do Comando-Geral.
A Coronel Andréia costuma destacar em entrevistas e cerimônias oficiais que cresceu em um ambiente militar, vendo o exemplo de dedicação do pai como sargento, o que a levou a completar mais de 30 anos de serviço na PMERJ.

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