Ex-presidente da Alerj ganha força por articulação ampla enquanto STF caminha para validar eleição indireta.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, André Ceciliano (PT), deve se candidatar ao mandato-tampão do governo fluminense caso o Supremo Tribunal Federal confirme a realização de eleição indireta para o cargo.
O julgamento já está em andamento e, até o momento, a maioria dos ministros votou a favor de que a escolha do novo governador seja feita pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Nos bastidores, Ceciliano intensificou articulações e tem se reunido com representantes de diferentes espectros políticos — do campo progressista ao centro e setores da direita. O movimento reforça uma de suas principais marcas: a capacidade de diálogo e construção de consensos.
Aliados avaliam que, diante de um cenário de eleição indireta, esse perfil conciliador pode ser determinante. Isso porque a votação ocorre dentro da Alerj, onde o ex-presidente da Casa construiu uma base sólida ao longo de sua gestão, marcada por forte apoio entre os parlamentares.
Durante o período em que comandou o Legislativo fluminense, Ceciliano foi reconhecido por manter estabilidade institucional e bom trânsito entre correntes partidárias e ideológicas distintas — fator considerado estratégico em um momento de incerteza política no estado.
Nesse contexto, cresce entre interlocutores a avaliação de que seu nome reúne condições de pacificação e governabilidade imediata, características vistas como essenciais para um mandato de transição até a realização de eleições diretas.
A decisão final do STF deve definir os próximos passos. Caso a eleição indireta seja confirmada, caberá à Alerj conduzir o processo que escolherá o governador que ficará à frente do Palácio Guanabara até o próximo pleito.
O cenário segue em rápida evolução, com expectativa de novos desdobramentos nos próximos dias.

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