Memorando interno orienta funcionários consulares a negarem pedidos por tempo indeterminado.

Publicado em:14 de janeiro de 2026
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira a suspensão do processamento de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil, em uma medida que entra em vigor a partir de 21 de janeiro e vale por tempo indeterminado. A suspensão foi divulgada inicialmente pela Fox News Digital com base em um memorando interno, e depois confirmada por autoridades norte-americanas.
A decisão faz parte de uma política mais rígida de controle migratório do governo do presidente Donald Trump, que busca restringir a entrada de imigrantes considerados provavelmente “encargos públicos” ou seja, aqueles que podem precisar de assistência social ou benefícios do Estado após a chegada.
Segundo o memorando interno, os funcionários consulares foram orientados a negar pedidos de vistos com base na legislação vigente enquanto o Departamento reavalia seus procedimentos de triagem e verificação.
O que muda e como funciona
Impacto limitado a vistos de imigração: A suspensão se aplica principalmente a vistos de residência permanente e imigração legal, não incluindo — por enquanto — vistos de turista, estudante ou de trabalho temporário, que seguem regras diferentes.
Sem prazo definido: A paralisação será mantida até que o governo revise e altere seus critérios de avaliação, sem data prevista para retomada.
Critérios de negação: A orientação interna dá margem para que fatores como idade, saúde, nível de inglês, situação financeira e histórico de uso de benefícios públicos sejam considerados na análise.
Países afetados
A lista completa com todos os 75 países ainda não foi oficialmente divulgada pelo governo dos EUA, mas, além do Brasil, países mencionados em reportagens incluem: Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen, entre outros.
A medida provoca incertezas para muitos solicitantes de visto e intensifica o debate sobre imigração legal nos Estados Unidos, com críticas de que a política pode afetar famílias, investimentos e relações diplomáticas com diversas nações.

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