Venda da Cedae pode entrar em discussão na parte da tarde.
Funcionários públicos estaduais voltaram a protestar em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na manhã desta quinta-feira (9). Uma sessão extraordinária é realizada nesta manhã para apreciar os vetos do governo estadual pelos deputados. Os deputados precisam destravar a pauta, para que a discussão do projeto de lei que autoriza a venda da Cedae e o do piso salarial dos servidores possam ir a plenário. Dos 27 vetos, somente 13 foram analisados durante a sessão desta quarta-feira (8). A segurança na Alerj e no entorno está reforçada.
Por volta das 11h, um grupo de servidores se deslocava pela Avenida Presidente Vargas, e caminhavam em direção à Alerj. Familiares de policiais e bombeiros, além das próprias categorias, carregam cartazes pedindo o pagamento dos salários atrasados. No mesmo horário, quatro faixas da via no sentido Candelária estavam interditadas.
De acordo com o presidente da Alerj, Jorge Picciani, as discussões sobre os projetos de lei da Cedae e do piso salarial estão mantidas, inicialmente, para a sessão das 15h de hoje. Caso os vetos não sejam todos votados pela manhã, elas podem ser transferidas para sexta-feira (10), quando também haverá sessão extraordinária pela manhã. As ações da Cedae viabilizariam um empréstimo de R$ 3,5 bilhões com a União.
Venda da Cedae
O projeto de lei que que autoriza a venda da Cedae prevê, ainda, um prazo de seis meses para o estado contratar instituições financeiras responsáveis por avaliar a empresa e estruturar a operação de venda da companhia.
A oposição atuou nesta quarta-feira (8), para atrasar ao máximo esse processo. A autorização do uso das ações é a garantia que o Governo Federal exige “de forma irretratável e irrevogável” para viabilizar não apenas este empréstimo que permitirá o estado a colocar os salários do funcionalismo em dia, mas todo o Plano de Recuperação Fiscal proposto pela União, que representa um alívio de R$ 62 bilhões por três anos no caixa do estado.
O termo de compromisso para a ajuda federal ao Rio foi assinado dia 27 de janeiro pelo governador Luiz Fernando Pezão, pelo presidente Michel Temer e pelo ministro Henrique Meirelles. Para valer, no entanto, os deputados estaduais terão que aprovar contrapartidas.
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